Audax Trail Tour – São José do Hortêncio/ RS – 31 de março de 2018

Minhas Mandiocas e Meus Aipins,

Hoje de manhã, a viagem até o Vale do Caí, apesar dos resquícios de uma forte gripe e do trânsito um pouco pesado, foi muito tranquila e, na chegada, senti-me privilegiado por poder desfrutar da bela paisagem oferecida da Ponte Engenheiro Daniel Ribeiro sobre o Rio Cadeia – divisa dos municípios de Presidente Lucena e São José do Hortêncio.

Como acredito que todos saibam, São José do Hortêncio é a capital nacional da manihot esculenta. Por isso, na entrada da cidade, não resisti à curiosidade, e fui me embrenhar entre os pés de inhame.

Esqueci-me de comentar, e o faço agora: às 11 horas da manhã deste sábado, na cidade mencionada no título e no parágrafo anterior, teve início o circuito de trilhas promovido pela Audax Eventos Esportivos. Apesar de não estar inscrito na primeira prova da temporada, resolvi correr na categoria “pipoca”. Ainda tentei me alistar alguns minutos antes da largada, mas não foi possível – os eventos da Audax, pela qualidade de que são cobertos, estão cada vez mais disputados, e, conforme vocês poderão observar nas fotos a seguir, os guris (Edu, Rossato e companhia), mais uma vez, obtiveram o merecido sucesso. Já aproveito para deixar aqui os meus parabéns a toda a Equipe Audax, e para desejar que eles continuem montando provas cada vez mais instigantes e desafiadoras.

Devo dizer que, para não deixar que a gripe me prejudicasse, tomei um chá, recomendado por um amigo, de feijão africano misturado com artemísia. Abaixo, uma meia hora antes da largada, com meu amigo Edu Marques – “culpado” (organizador) pelo evento.

Logo após cumprimentar o parça, fui dar uma volta pelo local do evento, que estava tomado pelas diversas equipes e assessorias oriundas de diferentes regiões do Rio Grande do Sul. Encontrei este stand de óculos esportivos e gostei de vários. Os caras têm loja em Porto Alegre, e, se alguém tiver interesse, é só me pedir que eu divulgo o endereço em particular.

Como comecei a me sentir bem, aproveitei também para tirar fotos com novos amigos,

e com amigos novos!

Aí veio a hora do aquecimento, que foi promovido pela Avante Life Style. O professor Guilherme Silva (à frente, de camisa azul e com o microfone) utiliza o sistema de treinamento Flowfit, que, através de padrões de movimentos funcionais, permite que o corpo do atleta trabalhe de forma integrada. E lá fui eu, cheio de empolgação, fazer Flowfit!

Dei tiros nos inimigos utilizando o corpo todo!

Abusei da circundução dos quadris (o chá estava fazendo efeito)!

E, depois, pedi perdão por escrever tanta bobagem!

Para finalizar, o professor Guilherme nos ensinou a fazer o “raio” com a mãozinha no queixo – movimento funcional e meigo… muito meigo!

Para quem não conhece o local da prova, aí está uma vista do ponto de partida. Após esta linda relva que forra o início da primeira subida, começa um sobe e desce sem fim pelas montanhas de barro, poças de água e lama.

E vamos para a largada!

Eu estava cada vez mais animado!

Abaixo mostro o vídeo da largada e da minha chegada após os 12 Km. A prova foi muito difícil devido à chuva fina no início, e ao terreno extremamente escorregadio. Some-se a isso a minha estupidez de não usar um tênis apropriado para trilhas.

Cheguei imundo e louco de sede!

Corri com um tênis fino e sem travas, e tomei vários tombos ao longo do percurso – por sorte, não me machuquei! Acho que o chá também ajudou, mas eu vi algumas coisas meio estranhas no meio do mato! A primeira foi o tubarão-cavalo da foto abaixo!

E, parece que ele tinha atacado aquele cidadão conhecido como the nigga dick! Eu passei pelo acessório…

Mas, vamos deixar assim! A Audax Trail Tour ainda terá mais quatro etapas: Santa Maria do Herval (12/ 05), São Francisco de Paula (07/ 07), Nova Petrópolis (29/ 09), e Picada Café (10/ 11). Se Deus permitir, estarei em todas!

E por falar no bom e maravilhoso Criador, desejo que ele continue nos abençoando e protegendo dos terrenos escorregadios que nos jogam no chão!

Abraços para quem for de abraço, e beijos para quem for de beijo!

Juarez Arigony

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Treino da Equipe Daniel Rech (EDR) – Parque Marinha do Brasil – 17 de março de 2018

Meus Kettles e Minhas Bells,

Hoje, tive a honra de substituir o Professor Daniel Rech, que foi a Nova York correr a meia, no treino da equipe no local referenciado no título. Embora o quórum tenha sido baixo, a presença daqueles que compareceram – só o escol – me proporcionou a possibilidade de ajudá-los de forma modesta e, por isso, uma grande alegria.

Eu já disse anteriormente, – aqueles que leem meus posts já sabem –: “antes da hora é a hora; em cima da hora é atraso; e depois da hora é contravenção disciplinar”. Por isso, como o Professor Daniel havia marcado o treino para às oito horas, cheguei com uma certa antecedência (às sete) para poder preparar o ambiente.

O dia estava maravilhoso! Fazia um sol que tornou o último sábado do verão de 2018 digno de grandes recordações e saudades. Eu estava sentado, apreciando o descortinar do dia ao levante do Lago Guaíba quando os atletas da EDR começaram a chegar – as primeiras foram a Tati e a Laura.

Pouco depois, chegou a Ana Rita.

Enquanto aguardávamos a chegada dos colegas, observei a movimentação de dois rapazes que traziam alguns kettlebells e se posicionaram ao lado do busto do Marquês de Tamandaré.

Durante um bom tempo, eu fiquei observando os caras, e considerei que o treinamento era bastante difícil, envolvendo muita força e resistência muscular. O de camisa preta é o Professor Sandi Martin e o de camisa branca é o Professor Guto Rigo.

E a gurizada da equipe foi chegando! Aí em baixo está o último grupo que saiu para correr: o Coronel com o Alessandro; e a Ana Rita, a Silvana e a Chris. Aliás, o treino dessas três foi interessantíssimo: uma hora dividida da seguinte maneira – 59 minutos caminhando e 1 minuto correndo! Mas pense numa corrida de 1 minuto – chegaram babando!

Mas eu estava realmente impressionado com o treinamento dos rapazes! Debaixo de um solaço de uns 30°C eles continuavam levantando as gyrias (kettlebells em russo) e fazendo cada vez mais força! Abaixo, o Professor Guto Rigo realizando o jerk.

Quem me conhece sabe que eu não posso ver homem bonito! Foi numa das pausas que eu não me sofri e fui até lá conversar com eles!

Os dois professores foram extremamente atenciosos comigo, e me deram uma série de explicações que eu compartilho com vocês aí em baixo.

Depois deste papo bacana, o pessoal que tinha saído para correr começou a chegar. Enquanto a Ana Rita, a Chris e a Silvana brindavam com uma água Perrier estupidamente gelada, a Tati e a Laura usufruíam do alongamento ministrado pela Professora Laura.

Pera aí! Deixa eu mostrar melhor o alongamento! Também quero aproveitar para pedir à Prefeitura da cidade de Porto Alegre que providencie o corte da grama do parque. O mato está tão alto que a Professora Laura não teve como utilizar os colchonetes para realizar o seu trabalho. O que solicito não visa apenas o interesse dos atletas que utilizam o parque para treinar, mas, sim, o interesse de todos os que desejam uma cidade limpa e em melhores condições de higiene.

Terminamos o treino com um alegre e carinhoso abraço! E eu termino o post com um versinho que elaborei ao escolher as fotos para colocar neste texto – coisa mais querida!

Meu nome é Juarez, e o treino de hoje não foi meu

Afinal, foi o Professor Daniel que escreveu!

Mas posso dizer que quem foi ficou feliz, curtiu e correu

E quem não foi ficou triste, chorou e se… perdeu!

Que o maravilhoso Deus e Senhor do Universo continue permitindo que ergamos as gyrias da vida com potência cada vez maior!

Abraços para quem for de abraço e beijos para quem for de beijos!

Juarez Arigony

Sunset Challenge Atlântida Xangri-Lá/ 14ª Travessia Torres Tramandaí

Meus Torres e Minhas Tramandaís

             Neste post vou tratar de sol e sal, e tentar jogar mais algum brilho (se é que é possível) em cima do iluminado verão que estamos atravessando. Digo isso, não apenas me referindo aos maravilhosos dias de estio que temos presenciado, mas, também, ao bafo de dignidade e justiça do qual já podemos sentir o calor. A minha vibração é calcada em nenhum fundamento ideológico, pouco critério político e excessivos elementos técnicos, tal qual fizeram os desembargadores do Tribunal Regional Federal da 4ª Região no julgamento ocorrido no último dia 24. Essa é a forma como funciona o colegiado das provas de corrida da estação: nos temperam com suas especiarias, e nos enchem de esperança de tempos melhores.

Mas, vamos ao que interessa, e comecemos a falar das corridas. A primeira a que vou me referir aconteceu no dia 13 passado: a “Sunset Challenge Atlântida Xangri-Lá”. A prova, muito bem organizada pela equipe da AUDAX Eventos Esportivos, foi uma grande oportunidade de rever os amigos e dividir com eles a paixão pelas provas disputadas na arelha da pralha.

Ainda encontrei este gremista islâmico que me despertou grande curiosidade. Valendo-me do meu profundo conhecimento do idioma árabe, conversamos e tornamo-nos amigos. Então, apresento a vocês o Sheikh Mohamed Wagner Voltz Ahmed (discosta).

E, antes do tiro de largada, em meio a toda a confusão característica desses eventos,

ainda tive a oportunidade de registrar este momento ao lado dos queridos Daniel Rech (The Coach) e Itatiaia Peralta.

Após os 12 Km, cheguei em frente à famosa guarita 87 de Atlântida, e posei para que os fotógrafos pudessem registrar o momento “botando os bofes pra fora!”

Mas a grande prova do verão dos gaúchos, todos sabem, é a famosa Travessia Torres Tramandaí. Este ano, em sua 14ª edição, a empreitada ocorreu anteontem, dia 27, e movimentou todo o litoral norte do Rio Grande do Sul. Esta movimentação vai desde o transporte dos atletas até o acesso a hotéis e restaurantes, passando pelos ambulantes e comerciantes locais de todos os ramos. É por isso que entendo ser necessário um apoio cada vez maior de todas as esferas – pública e privada – para este evento anual.

Tive a felicidade de começar a minha participação no quarteto (Juarez, Judiego, Juliano e Julinho) na praia de Estrela do Mar. Considero uma felicidade porque não precisei levantar de madrugada, como o Judiego, para largar de Torres. Além disso, quando cheguei na guarita 20, já encontrei amigos que tornam tudo muito mais alegre. Perceberam que, para participar desse quarteto, o nome tem que começar por “Ju”. E, a propósito, a minha camisa é igual a de todos os outros corredores da Equipe Daniel Rech (EDR) presentes na foto a seguir.

Abaixo, eu já havia corrido o meu primeiro trecho (Estrela do Mar a Rondinha), e estava me encaminhando para a já citada famosa guarita 87 (Plataforma de Pesca de Atlântida) para a largada para o segundo trecho (até Arpoador). Vejam que dia lindo! Fantástico! Muito sol, uma brisa agradabilíssima e céu de brigadeiro!

Cansamos de esperar os parceiros que nos passariam os chips e fomos descansar as pernas colocando as bundas sobre a plataforma.

E não éramos só nós que estávamos cansados! Outros atletas posicionavam os glúteos de diferentes maneiras buscando, ou descanso,

ou alongamento (mezerecórdea)!

Mais uma vez, tive o privilégio de largar do mesmo ponto que o chefe. Isso foi muito bom para mim pela oportunidade de receber importantes orientações. Aliás, quero agradecer à chefia pela ajuda no primeiro trecho. Eu estava quase entregando os pontos quando ele me alcançou, e me tirou da hipoglicemia com um de seus sachês de glicose. Dani, brigadúúúúúúúúúú!

E, com a chegada do “homem de preto” (Marinão), lá se foi o chefe!

Enquanto eu aguardava, pude constatar, mais uma vez, a quantidade de sheikhs que torcem pelo Grêmio!

Abaixo, o momento da passagem do chip do Judiego para mim! E vamos embora!

O Judiego me passou o chip e, sob o olhar incrédulo do Juliano, continuou correndo até Imbé para receber a medalha!

E, enquanto ele corria, eu já tinha chegado (de carro) no gazebão e confraternizava com a galera!

Abaixo, junto com outros emerdalhados!

A TTT sempre traz grande alegria a todos que, de alguma forma, a completam!

Parabéns, gurias!

E, finalmente, sem muito esforço porque o vento ajudou, o Judiego (ajoelhado aos pés da Maná) chegou!

Meus queridos, provas como as que mostrei aqui, neste post, sempre deixam aquele gosto de “quero mais”! Mas, isso está muito longe de significar tristeza! Pelo contrário, isso é alegria, pois assim como estivemos juntos nestes eventos, também estaremos nos próximos que estão logo ali na frente. E, logo ali na frente, também teremos a oportunidade de ajudar a construir um país melhor profundamente técnico, governado pela política da honestidade e da dignidade, e orientado pela ideologia do amor à pátria.

Que o grande e maravilhoso Deus continue nos ajudando a correr em dias limpos, com brisas suaves que levantem pouca areia nas nossas costas!

Abraços pra quem for de abraço e beijos pra quem for de beijo!

Juarez Arigony

3ª Etapa do Circuito Viva RS Mais Travessias – Cidreira – 25 de novembro 2017

Minhas Lagoas e Meus Clubs,

             A natação em águas abertas é um esporte que, além dos inúmeros benefícios para a saúde, proporciona a integração e o desenvolvimento de uma amizade eterna entre aqueles que a praticam. Um dos fatos que me proporcionou esta conclusão foi a minha chegada ao local da prova na manhã de sábado passado. Assim que saí do check in, dei de cara com os nadadores da Equipe de Masters do Grêmio Náutico União (GNU) e, apesar de, nesta prova, estarmos defendendo cores diferentes, foi uma grande alegria e um momento maravilhoso de descontração.

Na ventosa e nublada manhã, minutos antes da largada, o Professor Vítor Saraiva – organizador do evento -, disseminava as orientações relativas aos percursos a serem enfrentados.

Como disse no primeiro parágrafo, embora defendendo cores diferentes, que prazer senti em abraçar o meu querido amigo e treinador Professor Maurício Nascimento do GNU.

Em seguida, veio a concentração para a largada do “Desafio” – prova de 3500 metros.

A foto abaixo mostra o andamento da prova uns 200 metros após a largada, local onde os atletas ladeavam ou embrenhavam-se no juncal.

Enquanto isso, eu seguia reencontrando velhos amigos como o Professor Carlos Damassa. Trabalhamos juntos na Raiasul/Nadebem e, hoje, continuamos parceiros vestindo camisas diferentes.

A equipe aí embaixo tem um lugar especial no meu coração. Trata-se da Raiacenter, e, na foto, da esquerda para a direita, estão o Juarez (meu tocaio), a Sílvia, o Professor Vítor, eu, e o Professor Fernando.

Então, após abraçar os amigos, decidi me concentrar perdendo os olhos no infinito, e admirando a belíssima paisagem local. “Olha quanta beleza! Tudo é pura visão! E a natureza transforma a vida em canção!” (Toquinho e Vinícius).

Foi tanta concentração que tive que buscar um local mais reservado.

Quando terminei de me concentrar, o grande Matheus Evangelista já tinha vencido o Desafio e distribuía sorrisos!

Um pouco depois, a querida Betina Lorscheitter – 1ª menina a terminar o Desafio -, distribuía beijinhos no ombro.

Mostro abaixo o pódio da Elite Masculina no Desafio: 1º) Matheus Evangelista (GNU); 2º) Diego Vidal (Raiacenter); 3º) Kassius Prestes (Caixeiros Viajantes); 4º) Douglas Silva (Academia IAR); e 5º) Josias Guedes (Associação Cristã de Moços).

E, para finalizar, apresento a vocês o vídeo com os “melhores momentos” do evento cidreirense.

Agora, aguardamos a festa de premiação do circuito, que será realizada no próximo dia 5 de dezembro às 19h no bar Pinguim na Cidade Baixa (Avenida Lima e Silva, 505).

Despeço-me, desejando que o bom Deus continue nos abençoando e protegendo nas diversas travessias dos juncais da vida.

Abraços para quem for de abraço e beijos para quem for de beijo,

Juarez Arigony

18ª Travessia Internacional de Bombinhas – 07 e 08 de outubro de 2017

Meus Cantos e Minhas Grandes,

A tradicional travessia de Bombinhas/ SC foi marcada pelas adversidades climáticas. Nos dois dias de prova, sábado e domingo, o vento e a chuva estiveram fortemente presentes, e fizeram com que as tranquilas águas do Canto Grande se encrespassem, trazendo alguma dificuldade para os nadadores.

Quero começar agradecendo a este “gentleman” ao meu lado na foto abaixo – trata-se do meu amigo Juliano Fontana, que nos recebeu, em sua casa, de uma forma extremamente cortês e carinhosa. Aí, estamos na beira da praia, recebendo o kit para a prova de 3000m que foi realizada no sábado.

Vejam, abaixo, o pórtico de chegada com o logo da Travessias.com, equipe organizadora do evento. Já aproveito para parabenizar o Marcos e a Leia pelo brilhante trabalho e pela condução da festa.

Sempre tem aquele momento em que o nadador coloca as mãos na cintura, mira o horizonte e tira a sunga dos glúteos, porque, como diziam os romanos: “in tempore cagaçus, culuns constringere”! (Quem quiser a tradução peça nos comentários).

Meio de canto (esquerdo da foto abaixo), mostro a barraca da equipe médica, que teve algum trabalho com casos de hipotermia.

E vamos à largada!

O sinal de partida foi dado com os atletas dentro d’água. O alinhamento foi feito entre a boia prateada

e a “coxinha” laranja abaixo. E vamos embora!

Vejam um pequeno vídeo da largada e da chegada dos 3000m. A largada foi postada pela Vera no Whatsapp BOLETIM TRAVESSIAS.COM, e a chegada foi postada no mesmo grupo pelo Daniel Schilichting com a colaboração do Bruno Seeman. Não conheço os “videomakers” nem o narrador.

Para mim, a prova terminou 600m após a largada. Fortes cãibras nas pernas me impediram de prosseguir. Talvez, pudesse ter insistido e nadado um pouco mais, mas tive receio de piorar, e de acabar precisando ser recolhido pelo barco de apoio. Preferi fazer a saída réptil: arrastando-me que nem jacaré!

O bom foi que, quando cheguei ao pórtico, encontrei o meu amigo Vítor Saraiva (organizador do Circuito Viva RS), e já confirmei a minha inscrição na etapa de Itapuã no próximo dia 22. A propósito, o Vítor já havia saído da água com a 7ª colocação no geral. Parabéns, Vitão!

Embora chateado com a minha infeliz participação na prova, tratei de aproveitar um pouco as belezas que Bombinhas oferece. O meu amigo Juliano me levou para conhecer o Mirante do Morro do Macaco. Fiquei surpreso, ao ver, logo na entrada do parque, artefatos bélicos fabricados em 1938 para utilização nas belonaves da 2ª Guerra Mundial.

Reparem no visual lá de cima! Do lado esquerdo, o Canto Grande (onde a prova ainda se desenrolava. Podia-se escutar a voz da Leia pelo sistema de som.); e, do lado direito, a praia de Quatro Ilhas (com ondas).

Exagerando no zoom da câmera, dava pra ver o pórtico e a “coxinha” laranja deitada.

Muito triste pelo já comentado infortúnio, fiquei pensando em coisas nefastas. Pensei em fixar residência em Bombinhas, especificamente na casa do Juliano, e nunca mais sair de lá. Passaria a ter uma vida legal: de manhã, pegando onda; de tarde, lendo jornal!

Quando o Juliano percebeu as minhas intenções, tratou de me animar, e, já no domingo, fez-me vestir o neoprene pra nadar os 1500m. Na foto abaixo, observem duas coisas: 1º) eu estou molhado por causa da chuva (ainda não tinha entrado no mar) que não dava trégua; e, 2º) a minha cara de tristeza. A foto foi feita no Restaurante Badejo, que virou sede da organização do evento.

Realmente, chovia muito e fazia um friozinho chato! Antes da largada, todos, nadadores e público, se aglomeravam sob os gazebos espalhados ao longo da praia.

E lá vou eu pros 1500m!

Desta vez, deu certo! Consegui completar! Quando saí da água, encontrei o meu “staff” fazendo uma reunião dentro do carro de apoio da equipe. Eles não me disseram, mas pude perceber que o assunto era o estudo de formas de se livrar da mala (eu).

Ainda assim, apesar de tanta crueldade, continuo acreditando em Deus e na vida! Como pensar diferente quando se vê o pódio da Travessinha (200m)?

Como pensar diferente quando se vê o pódio da categoria “pulei da arca (de Noé) ”? Parabéns, meu amigo Nego Lombardi (3º)!

Para terminar, quero agradecer ao Marcos e à Leia (Travessias.com) por mais esta prova fantástica. O que houve de ruim foi causado pelas condições atmosféricas adversas. Porém, a organização, como sempre, beirou a perfeição.

Agradeço ao Juliano e a toda a minha equipe de apoio por terem me proporcionado um final de semana proveitoso e inesquecível.

Agradeço a Deus por permitir que, por dois dias consecutivos, eu pudesse ver esta imagem da minha janela.

Abraços para quem for de abraço, e beijos para quem for de beijo!

Juarez Arigony

Circuito Mais Travessias 2017 – 1ª Etapa – Arambaré – 24 de setembro

Minhas Barras e Meus Velhacos,

                Quando cheguei à beira da praia de Arambaré, o meu amigo Matheus Evangelista já tinha vencido o desafio de 2.500 metros. Vitória pra lá de merecida para este gentleman, que, como se estivesse conversando com um nadador do seu quilate, me deu todas as dicas sobre o percurso.

Cabe ressaltar aqui que o percurso mencionado estava muito difícil devido à intensidade do vento. A primeira perna era a pior (foto abaixo), pois o Euro forçava o nadador a utilizar braçadas mais altas do que o habitual. Já na segunda parte, era possível, desde que se conseguisse escapar da espuma, pegar uns jacarés. Da segunda para a terceira boia, era o trecho mais tranquilo desde que o nadador se mantivesse fixo no rumo do pórtico de chegada.

Apesar do vento, o dia estava belíssimo e, voltando ao início da brincadeira, mostro abaixo a barraca da organização, e aproveito para parabenizar toda a Equipe Mais Travessias pelo sucesso do evento. A prova deixou gosto de “quero mais”, e uma enorme ansiedade pelas próximas etapas em Itapuã e Cidreira.

Bom mesmo foi encontrar as amigas! Na foto abaixo, as mulheres mais bonitas da costa doce gaúcha!

Mas, também tem os medonhos! Credoemcruis!

Foi então que o meu amigo Rogério me deu todas as dicas que o Matheuzinho esqueceu de me dar!

Então, enquanto o Edu e o Rogério colocavam o papo em dia, eu, despachado pelo pai de santo à esquerda na foto, resolvi dar uma aquecida!

“Vai, mizifio! ”

É sempre um grande prazer confraternizar com o Professor Fernando e a gurizada da Raiacenter!

Só para tranquilizar os amigos que, porventura, estejam preocupados com o esparadrapo no meu braço, comunico-os que se trata, apenas, de uma proteção para o sensor do equipamento que estou utilizando para monitoração da glicemia (Libre).

E vamos à largada!

Ao entrar na água, recebi a benção do querido treinador Maurício Nascimento (Grêmio Náutico União)!

“Quem entendeu o percurso levanta as mãos! ”

E vamos embora!

Resumindo a novela, já mostro, abaixo, a terceira perna – a que chegava no pórtico.

Abaixo, logo após a passagem sob a “salsicha”, mostro ao árbitro que ainda não havia recebido a plaquinha com o número que indicava a minha ordem de chegada.

Já na mesa do lanche, observei alguns atletas trocando frutas. Um segurando a banana do outro…

Eu também comi uma bananinha! Fiquei feliz com a prova que nadei, e com o fato do esparadrapo ter segurado o sensor sem nenhum problema!

Depois, foi muito bacana ver a premiação das gurias da elite e a campeã Betina Lorscheitter estourando o champanhe!

Igualmente bacana foi ver o meu amigo Matheus Evangelista detonando o espumante!

Fiquei emocionado com o pódio ao lado do meu amigo Flávio Nerva (nadador da Raiacenter e vencedor na categoria Dinamarca)!

Ao sair dali, estava louco de fome e os restaurantes locais estavam lotados! A saída foi procurar uma lanchonete mais simples!

Como já disse anteriormente, mal posso esperar pelas próximas etapas. Como o meu amigo Carlos Lara publicou em seu face, que venham Itapuã e Cidreira!

Que o bom e poderoso Deus continue nos guardando dos violentos Camacheiro, Cansim e Cascarrão.

Abraços pra quem for de abraço, e beijos pra quem for de beijo!

Juarez Arigony

100 Metros Rasos – Londres 2017

Meus Usains e Minhas Boltas,

             Ontem, encerrou-se uma era. Findou-se o ciclo de vitórias do maior velocista de todos os tempos nas provas de 100 metros rasos. De uma forma, absolutamente, digna e cavalheiresca, Usain Bolt ficou com a medalha de bronze na prova realizada no Parque Olímpico Rainha Elizabeth em Londres.

             Tive a impressão de que os quase 31 anos de idade da “Lenda” não permitiram que ele mantivesse a mesma potência e velocidade que o consagraram ao longo dos mais de 10 anos de vitórias. Foi a primeira vez em sua carreira que o “Raio” fez força nos 30 metros finais, e isso pôde ser visto em sua expressão facial ao colocar todos os dentes para fora. Mesmo assim, tamanho esforço não foi suficiente para bater os americanos Justin Gatlin e Christian Coleman que ficaram com o ouro e com a prata respectivamente.

             Não vou analisar aqui os tempos obtidos pelos competidores e nem a evolução dos diferentes resultados dos mesmos. Isso me parece de muito pouca importância quando comparado à grandeza da mensagem de honra e dignidade transmitida pelas imagens dos atletas logo após os 10 segundos de duração da prova.

             Usain Bolt, ao tomar conhecimento do resultado final da prova (pelo placar do estádio), foi direto ao encontro de Justin Gatlin para cumprimentá-lo. O jamaicano ignorou completamente as vaias recebidas pelo atleta americano em função de seus antecedentes relacionados ao doping. Para minha surpresa, numa incrível demonstração de humildade, Gatlin, o novo campeão mundial da prova mais nobre do atletismo, ajoelhou-se e reverenciou o ex-paladino.

             A esta cena seguiu-se um sincero abraço entre os atletas. A reportagem da televisão disse, e eu acredito, que Bolt sussurrou a seguinte frase ao ouvido do rival: “Parabéns, você merece! E eu não concordo com as vaias da arquibancada! ”

              Justin Gatlin, devido à punição pelo uso de doping, ficou afastado do esporte por quatro anos. Por isso, o público presente nas cadeiras do estádio londrino, através de vaias, manifestava o seu repúdio ao corredor americano cada vez que seu nome era pronunciado pelo sistema de som. O que será que foi mais difícil para Gatlin: superar os adversários ou a hostilidade da geral?

             Somente o esporte é capaz de nos dar tamanha lição! Que maravilha seria se todas as divergências da humanidade pudessem ser resolvidas nos parques olímpicos, nas piscinas ou pistas de corrida. Já imaginaram se os presidentes dos Estados Unidos e da Coréia do Norte calçassem suas sapatilhas e disputassem uma prova de 100 metros? Melhor ainda seria imaginar que, ao final da disputa, os dois se ajoelhariam ou se abraçariam efusivamente e calariam os ímpetos furiosos daqueles que, muitas vezes sem perceber, fomentam o ódio ou se afastam da paz.    

             Só posso concluir desejando que Justin Gatlin continue superando todas as dificuldades que vierem a surgir em seu caminho, e que siga vencendo provas e batendo recordes de forma limpa. Ao inigualável Usain “Lightning” Bolt, agradeço por tudo o que fez pelo esporte tanto nas pistas quanto fora delas, e desejo que permaneça sendo apenas aquilo que é: um Homem.

            As fotos aqui apresentadas foram retiradas do site itv News.

            Que o maravilhoso Senhor do Universo continue nos proporcionando guerras e combates nas pistas de atletismo ao redor do mundo!

Abraços pra quem for de abraço e beijos pra quem for de beijo!

Juarez Arigony