Sunset Challenge Atlântida Xangri-Lá/ 14ª Travessia Torres Tramandaí

Meus Torres e Minhas Tramandaís

             Neste post vou tratar de sol e sal, e tentar jogar mais algum brilho (se é que é possível) em cima do iluminado verão que estamos atravessando. Digo isso, não apenas me referindo aos maravilhosos dias de estio que temos presenciado, mas, também, ao bafo de dignidade e justiça do qual já podemos sentir o calor. A minha vibração é calcada em nenhum fundamento ideológico, pouco critério político e excessivos elementos técnicos, tal qual fizeram os desembargadores do Tribunal Regional Federal da 4ª Região no julgamento ocorrido no último dia 24. Essa é a forma como funciona o colegiado das provas de corrida da estação: nos temperam com suas especiarias, e nos enchem de esperança de tempos melhores.

Mas, vamos ao que interessa, e comecemos a falar das corridas. A primeira a que vou me referir aconteceu no dia 13 passado: a “Sunset Challenge Atlântida Xangri-Lá”. A prova, muito bem organizada pela equipe da AUDAX Eventos Esportivos, foi uma grande oportunidade de rever os amigos e dividir com eles a paixão pelas provas disputadas na arelha da pralha.

Ainda encontrei este gremista islâmico que me despertou grande curiosidade. Valendo-me do meu profundo conhecimento do idioma árabe, conversamos e tornamo-nos amigos. Então, apresento a vocês o Sheikh Mohamed Wagner Voltz Ahmed (discosta).

E, antes do tiro de largada, em meio a toda a confusão característica desses eventos,

ainda tive a oportunidade de registrar este momento ao lado dos queridos Daniel Rech (The Coach) e Itatiaia Peralta.

Após os 12 Km, cheguei em frente à famosa guarita 87 de Atlântida, e posei para que os fotógrafos pudessem registrar o momento “botando os bofes pra fora!”

Mas a grande prova do verão dos gaúchos, todos sabem, é a famosa Travessia Torres Tramandaí. Este ano, em sua 14ª edição, a empreitada ocorreu anteontem, dia 27, e movimentou todo o litoral norte do Rio Grande do Sul. Esta movimentação vai desde o transporte dos atletas até o acesso a hotéis e restaurantes, passando pelos ambulantes e comerciantes locais de todos os ramos. É por isso que entendo ser necessário um apoio cada vez maior de todas as esferas – pública e privada – para este evento anual.

Tive a felicidade de começar a minha participação no quarteto (Juarez, Judiego, Juliano e Julinho) na praia de Estrela do Mar. Considero uma felicidade porque não precisei levantar de madrugada, como o Judiego, para largar de Torres. Além disso, quando cheguei na guarita 20, já encontrei amigos que tornam tudo muito mais alegre. Perceberam que, para participar desse quarteto, o nome tem que começar por “Ju”. E, a propósito, a minha camisa é igual a de todos os outros corredores da Equipe Daniel Rech (EDR) presentes na foto a seguir.

Abaixo, eu já havia corrido o meu primeiro trecho (Estrela do Mar a Rondinha), e estava me encaminhando para a já citada famosa guarita 87 (Plataforma de Pesca de Atlântida) para a largada para o segundo trecho (até Arpoador). Vejam que dia lindo! Fantástico! Muito sol, uma brisa agradabilíssima e céu de brigadeiro!

Cansamos de esperar os parceiros que nos passariam os chips e fomos descansar as pernas colocando as bundas sobre a plataforma.

E não éramos só nós que estávamos cansados! Outros atletas posicionavam os glúteos de diferentes maneiras buscando, ou descanso,

ou alongamento (mezerecórdea)!

Mais uma vez, tive o privilégio de largar do mesmo ponto que o chefe. Isso foi muito bom para mim pela oportunidade de receber importantes orientações. Aliás, quero agradecer à chefia pela ajuda no primeiro trecho. Eu estava quase entregando os pontos quando ele me alcançou, e me tirou da hipoglicemia com um de seus sachês de glicose. Dani, brigadúúúúúúúúúú!

E, com a chegada do “homem de preto” (Marinão), lá se foi o chefe!

Enquanto eu aguardava, pude constatar, mais uma vez, a quantidade de sheikhs que torcem pelo Grêmio!

Abaixo, o momento da passagem do chip do Judiego para mim! E vamos embora!

O Judiego me passou o chip e, sob o olhar incrédulo do Juliano, continuou correndo até Imbé para receber a medalha!

E, enquanto ele corria, eu já tinha chegado (de carro) no gazebão e confraternizava com a galera!

Abaixo, junto com outros emerdalhados!

A TTT sempre traz grande alegria a todos que, de alguma forma, a completam!

Parabéns, gurias!

E, finalmente, sem muito esforço porque o vento ajudou, o Judiego (ajoelhado aos pés da Maná) chegou!

Meus queridos, provas como as que mostrei aqui, neste post, sempre deixam aquele gosto de “quero mais”! Mas, isso está muito longe de significar tristeza! Pelo contrário, isso é alegria, pois assim como estivemos juntos nestes eventos, também estaremos nos próximos que estão logo ali na frente. E, logo ali na frente, também teremos a oportunidade de ajudar a construir um país melhor profundamente técnico, governado pela política da honestidade e da dignidade, e orientado pela ideologia do amor à pátria.

Que o grande e maravilhoso Deus continue nos ajudando a correr em dias limpos, com brisas suaves que levantem pouca areia nas nossas costas!

Abraços pra quem for de abraço e beijos pra quem for de beijo!

Juarez Arigony

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3ª Etapa do Circuito Viva RS Mais Travessias – Cidreira – 25 de novembro 2017

Minhas Lagoas e Meus Clubs,

             A natação em águas abertas é um esporte que, além dos inúmeros benefícios para a saúde, proporciona a integração e o desenvolvimento de uma amizade eterna entre aqueles que a praticam. Um dos fatos que me proporcionou esta conclusão foi a minha chegada ao local da prova na manhã de sábado passado. Assim que saí do check in, dei de cara com os nadadores da Equipe de Masters do Grêmio Náutico União (GNU) e, apesar de, nesta prova, estarmos defendendo cores diferentes, foi uma grande alegria e um momento maravilhoso de descontração.

Na ventosa e nublada manhã, minutos antes da largada, o Professor Vítor Saraiva – organizador do evento -, disseminava as orientações relativas aos percursos a serem enfrentados.

Como disse no primeiro parágrafo, embora defendendo cores diferentes, que prazer senti em abraçar o meu querido amigo e treinador Professor Maurício Nascimento do GNU.

Em seguida, veio a concentração para a largada do “Desafio” – prova de 3500 metros.

A foto abaixo mostra o andamento da prova uns 200 metros após a largada, local onde os atletas ladeavam ou embrenhavam-se no juncal.

Enquanto isso, eu seguia reencontrando velhos amigos como o Professor Carlos Damassa. Trabalhamos juntos na Raiasul/Nadebem e, hoje, continuamos parceiros vestindo camisas diferentes.

A equipe aí embaixo tem um lugar especial no meu coração. Trata-se da Raiacenter, e, na foto, da esquerda para a direita, estão o Juarez (meu tocaio), a Sílvia, o Professor Vítor, eu, e o Professor Fernando.

Então, após abraçar os amigos, decidi me concentrar perdendo os olhos no infinito, e admirando a belíssima paisagem local. “Olha quanta beleza! Tudo é pura visão! E a natureza transforma a vida em canção!” (Toquinho e Vinícius).

Foi tanta concentração que tive que buscar um local mais reservado.

Quando terminei de me concentrar, o grande Matheus Evangelista já tinha vencido o Desafio e distribuía sorrisos!

Um pouco depois, a querida Betina Lorscheitter – 1ª menina a terminar o Desafio -, distribuía beijinhos no ombro.

Mostro abaixo o pódio da Elite Masculina no Desafio: 1º) Matheus Evangelista (GNU); 2º) Diego Vidal (Raiacenter); 3º) Kassius Prestes (Caixeiros Viajantes); 4º) Douglas Silva (Academia IAR); e 5º) Josias Guedes (Associação Cristã de Moços).

E, para finalizar, apresento a vocês o vídeo com os “melhores momentos” do evento cidreirense.

Agora, aguardamos a festa de premiação do circuito, que será realizada no próximo dia 5 de dezembro às 19h no bar Pinguim na Cidade Baixa (Avenida Lima e Silva, 505).

Despeço-me, desejando que o bom Deus continue nos abençoando e protegendo nas diversas travessias dos juncais da vida.

Abraços para quem for de abraço e beijos para quem for de beijo,

Juarez Arigony

18ª Travessia Internacional de Bombinhas – 07 e 08 de outubro de 2017

Meus Cantos e Minhas Grandes,

A tradicional travessia de Bombinhas/ SC foi marcada pelas adversidades climáticas. Nos dois dias de prova, sábado e domingo, o vento e a chuva estiveram fortemente presentes, e fizeram com que as tranquilas águas do Canto Grande se encrespassem, trazendo alguma dificuldade para os nadadores.

Quero começar agradecendo a este “gentleman” ao meu lado na foto abaixo – trata-se do meu amigo Juliano Fontana, que nos recebeu, em sua casa, de uma forma extremamente cortês e carinhosa. Aí, estamos na beira da praia, recebendo o kit para a prova de 3000m que foi realizada no sábado.

Vejam, abaixo, o pórtico de chegada com o logo da Travessias.com, equipe organizadora do evento. Já aproveito para parabenizar o Marcos e a Leia pelo brilhante trabalho e pela condução da festa.

Sempre tem aquele momento em que o nadador coloca as mãos na cintura, mira o horizonte e tira a sunga dos glúteos, porque, como diziam os romanos: “in tempore cagaçus, culuns constringere”! (Quem quiser a tradução peça nos comentários).

Meio de canto (esquerdo da foto abaixo), mostro a barraca da equipe médica, que teve algum trabalho com casos de hipotermia.

E vamos à largada!

O sinal de partida foi dado com os atletas dentro d’água. O alinhamento foi feito entre a boia prateada

e a “coxinha” laranja abaixo. E vamos embora!

Vejam um pequeno vídeo da largada e da chegada dos 3000m. A largada foi postada pela Vera no Whatsapp BOLETIM TRAVESSIAS.COM, e a chegada foi postada no mesmo grupo pelo Daniel Schilichting com a colaboração do Bruno Seeman. Não conheço os “videomakers” nem o narrador.

Para mim, a prova terminou 600m após a largada. Fortes cãibras nas pernas me impediram de prosseguir. Talvez, pudesse ter insistido e nadado um pouco mais, mas tive receio de piorar, e de acabar precisando ser recolhido pelo barco de apoio. Preferi fazer a saída réptil: arrastando-me que nem jacaré!

O bom foi que, quando cheguei ao pórtico, encontrei o meu amigo Vítor Saraiva (organizador do Circuito Viva RS), e já confirmei a minha inscrição na etapa de Itapuã no próximo dia 22. A propósito, o Vítor já havia saído da água com a 7ª colocação no geral. Parabéns, Vitão!

Embora chateado com a minha infeliz participação na prova, tratei de aproveitar um pouco as belezas que Bombinhas oferece. O meu amigo Juliano me levou para conhecer o Mirante do Morro do Macaco. Fiquei surpreso, ao ver, logo na entrada do parque, artefatos bélicos fabricados em 1938 para utilização nas belonaves da 2ª Guerra Mundial.

Reparem no visual lá de cima! Do lado esquerdo, o Canto Grande (onde a prova ainda se desenrolava. Podia-se escutar a voz da Leia pelo sistema de som.); e, do lado direito, a praia de Quatro Ilhas (com ondas).

Exagerando no zoom da câmera, dava pra ver o pórtico e a “coxinha” laranja deitada.

Muito triste pelo já comentado infortúnio, fiquei pensando em coisas nefastas. Pensei em fixar residência em Bombinhas, especificamente na casa do Juliano, e nunca mais sair de lá. Passaria a ter uma vida legal: de manhã, pegando onda; de tarde, lendo jornal!

Quando o Juliano percebeu as minhas intenções, tratou de me animar, e, já no domingo, fez-me vestir o neoprene pra nadar os 1500m. Na foto abaixo, observem duas coisas: 1º) eu estou molhado por causa da chuva (ainda não tinha entrado no mar) que não dava trégua; e, 2º) a minha cara de tristeza. A foto foi feita no Restaurante Badejo, que virou sede da organização do evento.

Realmente, chovia muito e fazia um friozinho chato! Antes da largada, todos, nadadores e público, se aglomeravam sob os gazebos espalhados ao longo da praia.

E lá vou eu pros 1500m!

Desta vez, deu certo! Consegui completar! Quando saí da água, encontrei o meu “staff” fazendo uma reunião dentro do carro de apoio da equipe. Eles não me disseram, mas pude perceber que o assunto era o estudo de formas de se livrar da mala (eu).

Ainda assim, apesar de tanta crueldade, continuo acreditando em Deus e na vida! Como pensar diferente quando se vê o pódio da Travessinha (200m)?

Como pensar diferente quando se vê o pódio da categoria “pulei da arca (de Noé) ”? Parabéns, meu amigo Nego Lombardi (3º)!

Para terminar, quero agradecer ao Marcos e à Leia (Travessias.com) por mais esta prova fantástica. O que houve de ruim foi causado pelas condições atmosféricas adversas. Porém, a organização, como sempre, beirou a perfeição.

Agradeço ao Juliano e a toda a minha equipe de apoio por terem me proporcionado um final de semana proveitoso e inesquecível.

Agradeço a Deus por permitir que, por dois dias consecutivos, eu pudesse ver esta imagem da minha janela.

Abraços para quem for de abraço, e beijos para quem for de beijo!

Juarez Arigony

Circuito Mais Travessias 2017 – 1ª Etapa – Arambaré – 24 de setembro

Minhas Barras e Meus Velhacos,

                Quando cheguei à beira da praia de Arambaré, o meu amigo Matheus Evangelista já tinha vencido o desafio de 2.500 metros. Vitória pra lá de merecida para este gentleman, que, como se estivesse conversando com um nadador do seu quilate, me deu todas as dicas sobre o percurso.

Cabe ressaltar aqui que o percurso mencionado estava muito difícil devido à intensidade do vento. A primeira perna era a pior (foto abaixo), pois o Euro forçava o nadador a utilizar braçadas mais altas do que o habitual. Já na segunda parte, era possível, desde que se conseguisse escapar da espuma, pegar uns jacarés. Da segunda para a terceira boia, era o trecho mais tranquilo desde que o nadador se mantivesse fixo no rumo do pórtico de chegada.

Apesar do vento, o dia estava belíssimo e, voltando ao início da brincadeira, mostro abaixo a barraca da organização, e aproveito para parabenizar toda a Equipe Mais Travessias pelo sucesso do evento. A prova deixou gosto de “quero mais”, e uma enorme ansiedade pelas próximas etapas em Itapuã e Cidreira.

Bom mesmo foi encontrar as amigas! Na foto abaixo, as mulheres mais bonitas da costa doce gaúcha!

Mas, também tem os medonhos! Credoemcruis!

Foi então que o meu amigo Rogério me deu todas as dicas que o Matheuzinho esqueceu de me dar!

Então, enquanto o Edu e o Rogério colocavam o papo em dia, eu, despachado pelo pai de santo à esquerda na foto, resolvi dar uma aquecida!

“Vai, mizifio! ”

É sempre um grande prazer confraternizar com o Professor Fernando e a gurizada da Raiacenter!

Só para tranquilizar os amigos que, porventura, estejam preocupados com o esparadrapo no meu braço, comunico-os que se trata, apenas, de uma proteção para o sensor do equipamento que estou utilizando para monitoração da glicemia (Libre).

E vamos à largada!

Ao entrar na água, recebi a benção do querido treinador Maurício Nascimento (Grêmio Náutico União)!

“Quem entendeu o percurso levanta as mãos! ”

E vamos embora!

Resumindo a novela, já mostro, abaixo, a terceira perna – a que chegava no pórtico.

Abaixo, logo após a passagem sob a “salsicha”, mostro ao árbitro que ainda não havia recebido a plaquinha com o número que indicava a minha ordem de chegada.

Já na mesa do lanche, observei alguns atletas trocando frutas. Um segurando a banana do outro…

Eu também comi uma bananinha! Fiquei feliz com a prova que nadei, e com o fato do esparadrapo ter segurado o sensor sem nenhum problema!

Depois, foi muito bacana ver a premiação das gurias da elite e a campeã Betina Lorscheitter estourando o champanhe!

Igualmente bacana foi ver o meu amigo Matheus Evangelista detonando o espumante!

Fiquei emocionado com o pódio ao lado do meu amigo Flávio Nerva (nadador da Raiacenter e vencedor na categoria Dinamarca)!

Ao sair dali, estava louco de fome e os restaurantes locais estavam lotados! A saída foi procurar uma lanchonete mais simples!

Como já disse anteriormente, mal posso esperar pelas próximas etapas. Como o meu amigo Carlos Lara publicou em seu face, que venham Itapuã e Cidreira!

Que o bom e poderoso Deus continue nos guardando dos violentos Camacheiro, Cansim e Cascarrão.

Abraços pra quem for de abraço, e beijos pra quem for de beijo!

Juarez Arigony

100 Metros Rasos – Londres 2017

Meus Usains e Minhas Boltas,

             Ontem, encerrou-se uma era. Findou-se o ciclo de vitórias do maior velocista de todos os tempos nas provas de 100 metros rasos. De uma forma, absolutamente, digna e cavalheiresca, Usain Bolt ficou com a medalha de bronze na prova realizada no Parque Olímpico Rainha Elizabeth em Londres.

             Tive a impressão de que os quase 31 anos de idade da “Lenda” não permitiram que ele mantivesse a mesma potência e velocidade que o consagraram ao longo dos mais de 10 anos de vitórias. Foi a primeira vez em sua carreira que o “Raio” fez força nos 30 metros finais, e isso pôde ser visto em sua expressão facial ao colocar todos os dentes para fora. Mesmo assim, tamanho esforço não foi suficiente para bater os americanos Justin Gatlin e Christian Coleman que ficaram com o ouro e com a prata respectivamente.

             Não vou analisar aqui os tempos obtidos pelos competidores e nem a evolução dos diferentes resultados dos mesmos. Isso me parece de muito pouca importância quando comparado à grandeza da mensagem de honra e dignidade transmitida pelas imagens dos atletas logo após os 10 segundos de duração da prova.

             Usain Bolt, ao tomar conhecimento do resultado final da prova (pelo placar do estádio), foi direto ao encontro de Justin Gatlin para cumprimentá-lo. O jamaicano ignorou completamente as vaias recebidas pelo atleta americano em função de seus antecedentes relacionados ao doping. Para minha surpresa, numa incrível demonstração de humildade, Gatlin, o novo campeão mundial da prova mais nobre do atletismo, ajoelhou-se e reverenciou o ex-paladino.

             A esta cena seguiu-se um sincero abraço entre os atletas. A reportagem da televisão disse, e eu acredito, que Bolt sussurrou a seguinte frase ao ouvido do rival: “Parabéns, você merece! E eu não concordo com as vaias da arquibancada! ”

              Justin Gatlin, devido à punição pelo uso de doping, ficou afastado do esporte por quatro anos. Por isso, o público presente nas cadeiras do estádio londrino, através de vaias, manifestava o seu repúdio ao corredor americano cada vez que seu nome era pronunciado pelo sistema de som. O que será que foi mais difícil para Gatlin: superar os adversários ou a hostilidade da geral?

             Somente o esporte é capaz de nos dar tamanha lição! Que maravilha seria se todas as divergências da humanidade pudessem ser resolvidas nos parques olímpicos, nas piscinas ou pistas de corrida. Já imaginaram se os presidentes dos Estados Unidos e da Coréia do Norte calçassem suas sapatilhas e disputassem uma prova de 100 metros? Melhor ainda seria imaginar que, ao final da disputa, os dois se ajoelhariam ou se abraçariam efusivamente e calariam os ímpetos furiosos daqueles que, muitas vezes sem perceber, fomentam o ódio ou se afastam da paz.    

             Só posso concluir desejando que Justin Gatlin continue superando todas as dificuldades que vierem a surgir em seu caminho, e que siga vencendo provas e batendo recordes de forma limpa. Ao inigualável Usain “Lightning” Bolt, agradeço por tudo o que fez pelo esporte tanto nas pistas quanto fora delas, e desejo que permaneça sendo apenas aquilo que é: um Homem.

            As fotos aqui apresentadas foram retiradas do site itv News.

            Que o maravilhoso Senhor do Universo continue nos proporcionando guerras e combates nas pistas de atletismo ao redor do mundo!

Abraços pra quem for de abraço e beijos pra quem for de beijo!

Juarez Arigony

Corrida, Triathlon e Powerlifting

Renovos e Raízes,

Ontem, em uma manhã de trégua dos rigores invernais, tive a oportunidade de rever amigos e aumentar um pouco o conhecimento a respeito do treinamento de Triathlon e Powerlifting. Para isso, estive presente em dois eventos: o início do treino de sábado da Equipe Daniel Rech (EDR), e o bate-papo sobre Os Extremos do Desempenho realizado no Estúdio Pretto com a presença dos treinadores Lucas Pretto e Ana Paula Viola, e do Professor Dr. Álvaro Reischak de Oliveira da Universidade Federal do Rio Grande do Sul (UFRGS).

O treinamento da EDR na Beira-Rio foi aquela festa costumeira. Fazia algum tempo que eu não aparecia lá, e fiquei muito feliz de perceber que a equipe se renova a cada sazão. E, em meio ao novedio, também é gratificante perceber que as raízes mais vetustas são preservadas e estimuladas com o característico desvelo do Professor Daniel Rech. Confesso que até, coisa que não acontecia há muito tempo, senti vontade de correr! Talvez, num sábado desses eu apareça por lá de bermudas…

Deixo-os, agora, com o pequeno vídeo que gravei lá na Beira-Rio do início do treino da EDR.

Saí do Parque Marinha e fui direto para o Estúdio Pretto assistir à palestra mencionada no primeiro parágrafo. Eu ainda não conhecia o estabelecimento do meu amigo Lucas Pretto, e fiquei impressionado com a beleza e a organização do ambiente. Se você se interessa por treinamento funcional e suas variações e sutilezas, recomendo uma visita ao local para conhecer um dos mais modernos centros de treinamento da nossa capital.

Inicialmente, os treinadores/atletas Lucas e Ana apresentaram rapidamente um resumo das suas planilhas de treino para o Ironman Brasil 2017 em Florianópolis/SC, e o Mundial de Powerlifting na Bielorrússia respectivamente. Em seguida, os treinadores abriram a palavra aos presentes para que questionassem a eles e ao Professor Álvaro.

Dentro dos vários questionamentos e das informações trazidas pelo Professor Dr. Álvaro, chamou-me a atenção a importância atribuída pelo mestre ao “olho do treinador”. Este “equipamento” permite que o profissional seja capaz de identificar para que modalidades e provas o atleta terá maior chance de um bom rendimento e de sucesso. Pôde-se perceber que se trata de um item fundamental na bagagem dos treinadores.

Em outro momento, o próprio Professor Lucas Pretto perguntou a respeito da longevidade dos atletas de alto nível. A título de exemplo, pode-se observar que os cinco melhores tenistas do mundo atual têm idade superior a 30 anos. Vejam a resposta do Professor Dr. Álvaro Reischak de Oliveira.

A minha surpresa ainda aumentou quando o Professor Álvaro mencionou que pesquisas recentes têm apontado para a diminuição do volume e do tempo de treinamento. O que se busca conhecer hoje é o quão mínimo pode ser um treinamento eficiente (fazer certo o treino) e eficaz (fazer o treino certo) – este treinamento, por ser mais curto, provocaria menos lesões e, consequentemente, um aumento da vida útil do atleta.

Extremamente satisfeito com o que presenciei ontem, deixo-os agora com os votos de que continuem treinando e dedicando-se da melhor maneira possível. Quer correndo, quer fazendo triathlon, quer levantando pesos, sejam muito felizes! Que o bom e poderoso criador do universo faça com que “renovemos as nossas forças, subamos com asas como águias, andemos e não nos fadiguemos, corramos e não nos cansemos! ” (Isaías 40: 31).

Abraços para quem for de abraço e beijos para quem for de beijo!

Juarez Arigony

Curso de Corrida de Rua – Aprenda a Construir Planilhas Eficientes e Personalizadas

Queridas Veláz e Queridos Ázquez,

Se você participa de um dos excelentes grupos de corrida da capital dos gaúchos, deve ter percebido que, neste final de semana, o seu treinador não deu o ar da graça no treino. Pois saiba que ele estava fazendo o Curso de Corrida de Rua do Professor Álvaro Velázquez. O evento foi realizado na tradicionalíssima escola de atletismo da SOGIPA sob as bênçãos dos Professores José Haroldo Loureiro Gomes (Arataca) e Leonardo Ribas.

Além dos inúmeros ensinamentos compartilhados pelo Professor Velázquez – mestre oriundo da escola cubana – o encontro, realizado durante todo o sábado e na manhã de domingo, foi uma excepcional oportunidade de confraternização entre os professores das principais assessorias gaúchas e os amantes das provas de rua. Abaixo, Professor Thiago Bicca (Raiasul), Professor Lázaro Velázquez, Professor Quevedo (Raiasul) e eu (Raiasul) no salão Bremen da SOGIPA – local das aulas teóricas.

Conforme foi salientado pelo mestre em sala de aula, o treinamento de corrida de rua bem planejado é uma arte devido às inúmeras variáveis, condicionantes e sentimentos que estão envolvidos neste esporte. Desta forma, eu não teria condições de apresentar aqui tudo o que abordamos e discutimos durante o encontro. Sendo assim, preferi mostrar para vocês alguns destaques da parte prática que foi realizada na pista da SOGIPA – a melhor pista de atletismo do Brasil. Abaixo, alguns dos professores que participaram do curso: Eduardo Remião, Eduardo Marques, Jorge Goebel, Gabriel Peralta, eu, Daniel Rech, amigo do Dani e Davi Grass.

E, sem mais delongas, vamos ao vídeo onde o Professor Lázaro Velázquez apresenta, na prática, vários dos exercícios que foram abordados em sala de aula.

Antes de finalizar o texto, gostaria de convidá-los a participar da Corrida de Aniversário de 150 Anos da SOGIPA. A prova será realizada no próximo dia 20 de agosto (domingo), e será disputada nas distâncias de 3, 5 e 10 Km. Seguindo os moldes olímpicos, a largada e a chegada acontecerão dentro da moderníssima pista atlética da sociedade – excelente oportunidade para conhecer esta beleza da arquitetura esportiva. Vejam as informações no site http://www.sogipa.com.br/web/eventos/corrida-da-sogipa-2017.Ainda, aproveito a oportunidade para convidá-los a participar da Campanha Vai Arthur (https://www.facebook.com/vaiarthur/). A imagem pode conter: 1 pessoa, sapatos e textoAo nascer, Arthur sofreu uma hemorragia cerebral e tem paralisia cerebral quadriplégica espástica, com sequelas motoras que o impossibilitam de fazer movimentos simples como sentar sozinho, levantar-se, andar independentemente e muitas outras tarefas básicas para crianças de sua idade. A campanha tem o objetivo de angariar fundos para a realização da cirurgia corretiva (Rizotomia Dorsal Seletiva). Essa cirurgia é realizada nos Estados Unidos, pelo Dr. T. S. Park (inventor da técnica), porém, apresenta um custo muito alto para a família do Arthur (U$ 60.000,00).

Pedindo ao bom e soberano Deus que continue abençoando e protegendo o Arthur e os corredores de rua, encerro este post.

Abraços para quem for de abraço, e beijos para quem for de beijo.

Juarez Arigony