18ª Travessia Internacional de Bombinhas – 07 e 08 de outubro de 2017

Meus Cantos e Minhas Grandes,

A tradicional travessia de Bombinhas/ SC foi marcada pelas adversidades climáticas. Nos dois dias de prova, sábado e domingo, o vento e a chuva estiveram fortemente presentes, e fizeram com que as tranquilas águas do Canto Grande se encrespassem, trazendo alguma dificuldade para os nadadores.

Quero começar agradecendo a este “gentleman” ao meu lado na foto abaixo – trata-se do meu amigo Juliano Fontana, que nos recebeu, em sua casa, de uma forma extremamente cortês e carinhosa. Aí, estamos na beira da praia, recebendo o kit para a prova de 3000m que foi realizada no sábado.

Vejam, abaixo, o pórtico de chegada com o logo da Travessias.com, equipe organizadora do evento. Já aproveito para parabenizar o Marcos e a Leia pelo brilhante trabalho e pela condução da festa.

Sempre tem aquele momento em que o nadador coloca as mãos na cintura, mira o horizonte e tira a sunga dos glúteos, porque, como diziam os romanos: “in tempore cagaçus, culuns constringere”! (Quem quiser a tradução peça nos comentários).

Meio de canto (esquerdo da foto abaixo), mostro a barraca da equipe médica, que teve algum trabalho com casos de hipotermia.

E vamos à largada!

O sinal de partida foi dado com os atletas dentro d’água. O alinhamento foi feito entre a boia prateada

e a “coxinha” laranja abaixo. E vamos embora!

Vejam um pequeno vídeo da largada e da chegada dos 3000m. A largada foi postada pela Vera no Whatsapp BOLETIM TRAVESSIAS.COM, e a chegada foi postada no mesmo grupo pelo Daniel Schilichting com a colaboração do Bruno Seeman. Não conheço os “videomakers” nem o narrador.

Para mim, a prova terminou 600m após a largada. Fortes cãibras nas pernas me impediram de prosseguir. Talvez, pudesse ter insistido e nadado um pouco mais, mas tive receio de piorar, e de acabar precisando ser recolhido pelo barco de apoio. Preferi fazer a saída réptil: arrastando-me que nem jacaré!

O bom foi que, quando cheguei ao pórtico, encontrei o meu amigo Vítor Saraiva (organizador do Circuito Viva RS), e já confirmei a minha inscrição na etapa de Itapuã no próximo dia 22. A propósito, o Vítor já havia saído da água com a 7ª colocação no geral. Parabéns, Vitão!

Embora chateado com a minha infeliz participação na prova, tratei de aproveitar um pouco as belezas que Bombinhas oferece. O meu amigo Juliano me levou para conhecer o Mirante do Morro do Macaco. Fiquei surpreso, ao ver, logo na entrada do parque, artefatos bélicos fabricados em 1938 para utilização nas belonaves da 2ª Guerra Mundial.

Reparem no visual lá de cima! Do lado esquerdo, o Canto Grande (onde a prova ainda se desenrolava. Podia-se escutar a voz da Leia pelo sistema de som.); e, do lado direito, a praia de Quatro Ilhas (com ondas).

Exagerando no zoom da câmera, dava pra ver o pórtico e a “coxinha” laranja deitada.

Muito triste pelo já comentado infortúnio, fiquei pensando em coisas nefastas. Pensei em fixar residência em Bombinhas, especificamente na casa do Juliano, e nunca mais sair de lá. Passaria a ter uma vida legal: de manhã, pegando onda; de tarde, lendo jornal!

Quando o Juliano percebeu as minhas intenções, tratou de me animar, e, já no domingo, fez-me vestir o neoprene pra nadar os 1500m. Na foto abaixo, observem duas coisas: 1º) eu estou molhado por causa da chuva (ainda não tinha entrado no mar) que não dava trégua; e, 2º) a minha cara de tristeza. A foto foi feita no Restaurante Badejo, que virou sede da organização do evento.

Realmente, chovia muito e fazia um friozinho chato! Antes da largada, todos, nadadores e público, se aglomeravam sob os gazebos espalhados ao longo da praia.

E lá vou eu pros 1500m!

Desta vez, deu certo! Consegui completar! Quando saí da água, encontrei o meu “staff” fazendo uma reunião dentro do carro de apoio da equipe. Eles não me disseram, mas pude perceber que o assunto era o estudo de formas de se livrar da mala (eu).

Ainda assim, apesar de tanta crueldade, continuo acreditando em Deus e na vida! Como pensar diferente quando se vê o pódio da Travessinha (200m)?

Como pensar diferente quando se vê o pódio da categoria “pulei da arca (de Noé) ”? Parabéns, meu amigo Nego Lombardi (3º)!

Para terminar, quero agradecer ao Marcos e à Leia (Travessias.com) por mais esta prova fantástica. O que houve de ruim foi causado pelas condições atmosféricas adversas. Porém, a organização, como sempre, beirou a perfeição.

Agradeço ao Juliano e a toda a minha equipe de apoio por terem me proporcionado um final de semana proveitoso e inesquecível.

Agradeço a Deus por permitir que, por dois dias consecutivos, eu pudesse ver esta imagem da minha janela.

Abraços para quem for de abraço, e beijos para quem for de beijo!

Juarez Arigony

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Circuito Mais Travessias 2017 – 1ª Etapa – Arambaré – 24 de setembro

Minhas Barras e Meus Velhacos,

                Quando cheguei à beira da praia de Arambaré, o meu amigo Matheus Evangelista já tinha vencido o desafio de 2.500 metros. Vitória pra lá de merecida para este gentleman, que, como se estivesse conversando com um nadador do seu quilate, me deu todas as dicas sobre o percurso.

Cabe ressaltar aqui que o percurso mencionado estava muito difícil devido à intensidade do vento. A primeira perna era a pior (foto abaixo), pois o Euro forçava o nadador a utilizar braçadas mais altas do que o habitual. Já na segunda parte, era possível, desde que se conseguisse escapar da espuma, pegar uns jacarés. Da segunda para a terceira boia, era o trecho mais tranquilo desde que o nadador se mantivesse fixo no rumo do pórtico de chegada.

Apesar do vento, o dia estava belíssimo e, voltando ao início da brincadeira, mostro abaixo a barraca da organização, e aproveito para parabenizar toda a Equipe Mais Travessias pelo sucesso do evento. A prova deixou gosto de “quero mais”, e uma enorme ansiedade pelas próximas etapas em Itapuã e Cidreira.

Bom mesmo foi encontrar as amigas! Na foto abaixo, as mulheres mais bonitas da costa doce gaúcha!

Mas, também tem os medonhos! Credoemcruis!

Foi então que o meu amigo Rogério me deu todas as dicas que o Matheuzinho esqueceu de me dar!

Então, enquanto o Edu e o Rogério colocavam o papo em dia, eu, despachado pelo pai de santo à esquerda na foto, resolvi dar uma aquecida!

“Vai, mizifio! ”

É sempre um grande prazer confraternizar com o Professor Fernando e a gurizada da Raiacenter!

Só para tranquilizar os amigos que, porventura, estejam preocupados com o esparadrapo no meu braço, comunico-os que se trata, apenas, de uma proteção para o sensor do equipamento que estou utilizando para monitoração da glicemia (Libre).

E vamos à largada!

Ao entrar na água, recebi a benção do querido treinador Maurício Nascimento (Grêmio Náutico União)!

“Quem entendeu o percurso levanta as mãos! ”

E vamos embora!

Resumindo a novela, já mostro, abaixo, a terceira perna – a que chegava no pórtico.

Abaixo, logo após a passagem sob a “salsicha”, mostro ao árbitro que ainda não havia recebido a plaquinha com o número que indicava a minha ordem de chegada.

Já na mesa do lanche, observei alguns atletas trocando frutas. Um segurando a banana do outro…

Eu também comi uma bananinha! Fiquei feliz com a prova que nadei, e com o fato do esparadrapo ter segurado o sensor sem nenhum problema!

Depois, foi muito bacana ver a premiação das gurias da elite e a campeã Betina Lorscheitter estourando o champanhe!

Igualmente bacana foi ver o meu amigo Matheus Evangelista detonando o espumante!

Fiquei emocionado com o pódio ao lado do meu amigo Flávio Nerva (nadador da Raiacenter e vencedor na categoria Dinamarca)!

Ao sair dali, estava louco de fome e os restaurantes locais estavam lotados! A saída foi procurar uma lanchonete mais simples!

Como já disse anteriormente, mal posso esperar pelas próximas etapas. Como o meu amigo Carlos Lara publicou em seu face, que venham Itapuã e Cidreira!

Que o bom e poderoso Deus continue nos guardando dos violentos Camacheiro, Cansim e Cascarrão.

Abraços pra quem for de abraço, e beijos pra quem for de beijo!

Juarez Arigony

100 Metros Rasos – Londres 2017

Meus Usains e Minhas Boltas,

             Ontem, encerrou-se uma era. Findou-se o ciclo de vitórias do maior velocista de todos os tempos nas provas de 100 metros rasos. De uma forma, absolutamente, digna e cavalheiresca, Usain Bolt ficou com a medalha de bronze na prova realizada no Parque Olímpico Rainha Elizabeth em Londres.

             Tive a impressão de que os quase 31 anos de idade da “Lenda” não permitiram que ele mantivesse a mesma potência e velocidade que o consagraram ao longo dos mais de 10 anos de vitórias. Foi a primeira vez em sua carreira que o “Raio” fez força nos 30 metros finais, e isso pôde ser visto em sua expressão facial ao colocar todos os dentes para fora. Mesmo assim, tamanho esforço não foi suficiente para bater os americanos Justin Gatlin e Christian Coleman que ficaram com o ouro e com a prata respectivamente.

             Não vou analisar aqui os tempos obtidos pelos competidores e nem a evolução dos diferentes resultados dos mesmos. Isso me parece de muito pouca importância quando comparado à grandeza da mensagem de honra e dignidade transmitida pelas imagens dos atletas logo após os 10 segundos de duração da prova.

             Usain Bolt, ao tomar conhecimento do resultado final da prova (pelo placar do estádio), foi direto ao encontro de Justin Gatlin para cumprimentá-lo. O jamaicano ignorou completamente as vaias recebidas pelo atleta americano em função de seus antecedentes relacionados ao doping. Para minha surpresa, numa incrível demonstração de humildade, Gatlin, o novo campeão mundial da prova mais nobre do atletismo, ajoelhou-se e reverenciou o ex-paladino.

             A esta cena seguiu-se um sincero abraço entre os atletas. A reportagem da televisão disse, e eu acredito, que Bolt sussurrou a seguinte frase ao ouvido do rival: “Parabéns, você merece! E eu não concordo com as vaias da arquibancada! ”

              Justin Gatlin, devido à punição pelo uso de doping, ficou afastado do esporte por quatro anos. Por isso, o público presente nas cadeiras do estádio londrino, através de vaias, manifestava o seu repúdio ao corredor americano cada vez que seu nome era pronunciado pelo sistema de som. O que será que foi mais difícil para Gatlin: superar os adversários ou a hostilidade da geral?

             Somente o esporte é capaz de nos dar tamanha lição! Que maravilha seria se todas as divergências da humanidade pudessem ser resolvidas nos parques olímpicos, nas piscinas ou pistas de corrida. Já imaginaram se os presidentes dos Estados Unidos e da Coréia do Norte calçassem suas sapatilhas e disputassem uma prova de 100 metros? Melhor ainda seria imaginar que, ao final da disputa, os dois se ajoelhariam ou se abraçariam efusivamente e calariam os ímpetos furiosos daqueles que, muitas vezes sem perceber, fomentam o ódio ou se afastam da paz.    

             Só posso concluir desejando que Justin Gatlin continue superando todas as dificuldades que vierem a surgir em seu caminho, e que siga vencendo provas e batendo recordes de forma limpa. Ao inigualável Usain “Lightning” Bolt, agradeço por tudo o que fez pelo esporte tanto nas pistas quanto fora delas, e desejo que permaneça sendo apenas aquilo que é: um Homem.

            As fotos aqui apresentadas foram retiradas do site itv News.

            Que o maravilhoso Senhor do Universo continue nos proporcionando guerras e combates nas pistas de atletismo ao redor do mundo!

Abraços pra quem for de abraço e beijos pra quem for de beijo!

Juarez Arigony

Corrida, Triathlon e Powerlifting

Renovos e Raízes,

Ontem, em uma manhã de trégua dos rigores invernais, tive a oportunidade de rever amigos e aumentar um pouco o conhecimento a respeito do treinamento de Triathlon e Powerlifting. Para isso, estive presente em dois eventos: o início do treino de sábado da Equipe Daniel Rech (EDR), e o bate-papo sobre Os Extremos do Desempenho realizado no Estúdio Pretto com a presença dos treinadores Lucas Pretto e Ana Paula Viola, e do Professor Dr. Álvaro Reischak de Oliveira da Universidade Federal do Rio Grande do Sul (UFRGS).

O treinamento da EDR na Beira-Rio foi aquela festa costumeira. Fazia algum tempo que eu não aparecia lá, e fiquei muito feliz de perceber que a equipe se renova a cada sazão. E, em meio ao novedio, também é gratificante perceber que as raízes mais vetustas são preservadas e estimuladas com o característico desvelo do Professor Daniel Rech. Confesso que até, coisa que não acontecia há muito tempo, senti vontade de correr! Talvez, num sábado desses eu apareça por lá de bermudas…

Deixo-os, agora, com o pequeno vídeo que gravei lá na Beira-Rio do início do treino da EDR.

Saí do Parque Marinha e fui direto para o Estúdio Pretto assistir à palestra mencionada no primeiro parágrafo. Eu ainda não conhecia o estabelecimento do meu amigo Lucas Pretto, e fiquei impressionado com a beleza e a organização do ambiente. Se você se interessa por treinamento funcional e suas variações e sutilezas, recomendo uma visita ao local para conhecer um dos mais modernos centros de treinamento da nossa capital.

Inicialmente, os treinadores/atletas Lucas e Ana apresentaram rapidamente um resumo das suas planilhas de treino para o Ironman Brasil 2017 em Florianópolis/SC, e o Mundial de Powerlifting na Bielorrússia respectivamente. Em seguida, os treinadores abriram a palavra aos presentes para que questionassem a eles e ao Professor Álvaro.

Dentro dos vários questionamentos e das informações trazidas pelo Professor Dr. Álvaro, chamou-me a atenção a importância atribuída pelo mestre ao “olho do treinador”. Este “equipamento” permite que o profissional seja capaz de identificar para que modalidades e provas o atleta terá maior chance de um bom rendimento e de sucesso. Pôde-se perceber que se trata de um item fundamental na bagagem dos treinadores.

Em outro momento, o próprio Professor Lucas Pretto perguntou a respeito da longevidade dos atletas de alto nível. A título de exemplo, pode-se observar que os cinco melhores tenistas do mundo atual têm idade superior a 30 anos. Vejam a resposta do Professor Dr. Álvaro Reischak de Oliveira.

A minha surpresa ainda aumentou quando o Professor Álvaro mencionou que pesquisas recentes têm apontado para a diminuição do volume e do tempo de treinamento. O que se busca conhecer hoje é o quão mínimo pode ser um treinamento eficiente (fazer certo o treino) e eficaz (fazer o treino certo) – este treinamento, por ser mais curto, provocaria menos lesões e, consequentemente, um aumento da vida útil do atleta.

Extremamente satisfeito com o que presenciei ontem, deixo-os agora com os votos de que continuem treinando e dedicando-se da melhor maneira possível. Quer correndo, quer fazendo triathlon, quer levantando pesos, sejam muito felizes! Que o bom e poderoso criador do universo faça com que “renovemos as nossas forças, subamos com asas como águias, andemos e não nos fadiguemos, corramos e não nos cansemos! ” (Isaías 40: 31).

Abraços para quem for de abraço e beijos para quem for de beijo!

Juarez Arigony

Curso de Corrida de Rua – Aprenda a Construir Planilhas Eficientes e Personalizadas

Queridas Veláz e Queridos Ázquez,

Se você participa de um dos excelentes grupos de corrida da capital dos gaúchos, deve ter percebido que, neste final de semana, o seu treinador não deu o ar da graça no treino. Pois saiba que ele estava fazendo o Curso de Corrida de Rua do Professor Álvaro Velázquez. O evento foi realizado na tradicionalíssima escola de atletismo da SOGIPA sob as bênçãos dos Professores José Haroldo Loureiro Gomes (Arataca) e Leonardo Ribas.

Além dos inúmeros ensinamentos compartilhados pelo Professor Velázquez – mestre oriundo da escola cubana – o encontro, realizado durante todo o sábado e na manhã de domingo, foi uma excepcional oportunidade de confraternização entre os professores das principais assessorias gaúchas e os amantes das provas de rua. Abaixo, Professor Thiago Bicca (Raiasul), Professor Lázaro Velázquez, Professor Quevedo (Raiasul) e eu (Raiasul) no salão Bremen da SOGIPA – local das aulas teóricas.

Conforme foi salientado pelo mestre em sala de aula, o treinamento de corrida de rua bem planejado é uma arte devido às inúmeras variáveis, condicionantes e sentimentos que estão envolvidos neste esporte. Desta forma, eu não teria condições de apresentar aqui tudo o que abordamos e discutimos durante o encontro. Sendo assim, preferi mostrar para vocês alguns destaques da parte prática que foi realizada na pista da SOGIPA – a melhor pista de atletismo do Brasil. Abaixo, alguns dos professores que participaram do curso: Eduardo Remião, Eduardo Marques, Jorge Goebel, Gabriel Peralta, eu, Daniel Rech, amigo do Dani e Davi Grass.

E, sem mais delongas, vamos ao vídeo onde o Professor Lázaro Velázquez apresenta, na prática, vários dos exercícios que foram abordados em sala de aula.

Antes de finalizar o texto, gostaria de convidá-los a participar da Corrida de Aniversário de 150 Anos da SOGIPA. A prova será realizada no próximo dia 20 de agosto (domingo), e será disputada nas distâncias de 3, 5 e 10 Km. Seguindo os moldes olímpicos, a largada e a chegada acontecerão dentro da moderníssima pista atlética da sociedade – excelente oportunidade para conhecer esta beleza da arquitetura esportiva. Vejam as informações no site http://www.sogipa.com.br/web/eventos/corrida-da-sogipa-2017.Ainda, aproveito a oportunidade para convidá-los a participar da Campanha Vai Arthur (https://www.facebook.com/vaiarthur/). A imagem pode conter: 1 pessoa, sapatos e textoAo nascer, Arthur sofreu uma hemorragia cerebral e tem paralisia cerebral quadriplégica espástica, com sequelas motoras que o impossibilitam de fazer movimentos simples como sentar sozinho, levantar-se, andar independentemente e muitas outras tarefas básicas para crianças de sua idade. A campanha tem o objetivo de angariar fundos para a realização da cirurgia corretiva (Rizotomia Dorsal Seletiva). Essa cirurgia é realizada nos Estados Unidos, pelo Dr. T. S. Park (inventor da técnica), porém, apresenta um custo muito alto para a família do Arthur (U$ 60.000,00).

Pedindo ao bom e soberano Deus que continue abençoando e protegendo o Arthur e os corredores de rua, encerro este post.

Abraços para quem for de abraço, e beijos para quem for de beijo.

Juarez Arigony

34ª Maratona Internacional de Porto Alegre – Domingo, 11 de Junho de 2017

Minhas Despas e Meus Citos,

             Para quem não sabe, toda corrida de rua começa muito antes do que se possa imaginar. No caso da Maratona Internacional de Porto Alegre, o início é ainda mais cedo! Vocês acreditam que os professores Scham, Remião, Daniel Rech e Tiago Bicca (ao meu lado) tiraram esta foto antes das quatro horas da manhã?

Mas, quando a gurizada começou a chegar, ainda não tinha amanhecido!

Daqui a pouco chegou a banda “The Four Carrots and A Tomato”!

Além da banda acima, também tivemos a presença da dupla sertaneja romântica “Neusita & Pablito”!

E, para aqueles que creem que a corrida deixa a pessoa feia, deem uma olhada na foto abaixo, e digam-me se isso não é uma baita mentira!

Juntos e misturados a Equipe Daniel Rech e os Amigos da Corrida (de Uruguaiana/ RS) minutos antes da partida!

E por falar em partida, vejam o que era a aglomeração dos atletas antes do tiro – eu contei vinte mil orelhas!

E, naquele frio de cerca de 11°C, foi dada a largada!

E, em meio ao frio e a névoa da partida, consegui avistar a alegria da Tati e a elegância do Coronel!

Fechando os sete primeiros quilômetros, avistei meu amigo Clayton e sua inconfundível passada!

Um pouco depois, no mesmo lugar, passou a vitoriosa Tati!

Vejam o pelotão dos músicos! Entre eles, o meu amigo Júlio Wilasco!

E a estileira da Dalila fechando os 21 Km!

Feliz da vida – e com razão – o grande Clênio!

Abaixo, o Jorjão está devolvendo o carinhoso beijo que enviei (e aproveito para reenviar) para o meu casal preferido: Lúcia & Jorge – estou com saudade de vocês!

Abaixo, a Tati esbanjando estilo e simpatia!

Vejam também a Siomarinha deixando para trás um juiz e três jogadores do Manchester City!

A prova ainda nos trouxe a benfeitora presença da “Mulher Maravilha” – ajudando aqueles que queriam entregar os pontos! (Mas esta “Mulher Maravilha” pediu pra ser feia e veio se batendo nas tunas!).

E, depois de 42,195 Km aí está o grande Clayton chegando! Parabéns, meu amigo!

E, um pouco atrás, o meu amigo Cézar, sendo recebido e apoiado pela Dalila! Parabéns, queridíssimo casal!

Vocês sabem que eu sempre gosto de terminar os posts com uma foto bonita. Por isso, aí está o meu amigo Márcio Faraco com a sua inspiração no colo após cruzar a linha de chegada! Que coisa mais linda esta criança – pediu pra ser bonito e veio deslizando na neve!

Mostro agora um pequeno vídeo com a chegada do vencedor da prova, o monstro queniano de 24 anos, Elijah Chebonei!

Vocês poderão ver mais algumas fotos acessando o meu face!

             Por hora, me despeço pedindo ao bom e soberano Deus que nos ajude a correr cada dia mais forte!

Abraços pra quem for de abraço e beijos pra quem for de beijo!

Juarez Arigony

XII Reveza 10

XII Reveza 10 – 21 de Maio de 2017

Baía dos Golfinhos – Governador Celso Ramos/ SC – Brasil

Meus Finhos e Minhas Finhas,

             A 12ª edição do maior revezamento em águas abertas do mundo foi marcada por alguns acontecimentos inopinados que causaram significativas mudanças na prova. A maior delas foi a própria modificação do local do evento devido ao mau tempo e às péssimas condições do mar. A “lestada”, que começou na quinta-feira e persistiu até sábado, fez com que a travessia fosse adiada de sábado para domingo.

Mas, a nossa aventura começou na sexta-feira, dia 19, à noite. Os atletas que formaram a Equipe Raiasul/ Nadebem se encontraram na frente da escola (Av. Teixeira Mendes, 704) às 23h.

Após quase sete horas de viagem, chegamos à aprazibilíssima pousada “Maré Mansa”, onde a Dona Marly nos esperou com um saboroso café da manhã.

Reparem na beleza do lugar! Os quartos estão imersos no verde das plantas e no colorido das flores!

Abaixo, à sombra do arvoredo, os profes envolvidos na empreitada.

Ainda no período que tiramos para descansar, logo após à chegada, tive a oportunidade de conhecer e fazer amizade com o simpaticíssimo Wilson! Os cachorros, mesmo de raças diferentes, sempre se entendem!

Então fomos almoçar no “Roda Viva” – excelente restaurante de frutos do mar (recomendado pela Dona Marly).

Levantamos da mesa e fomos buscar os kits no Hotel Água de Palmas. Lá, tivemos a felicidade de encontrar o Marcos e a Léia (organizadores do evento – nas pontas da foto). Vocês não vão acreditar, mas eles, num gesto de extrema gentileza, realizaram um simpósio técnico exclusivo para a nossa equipe. O Marcos está descalço porque tinha acabado de chegar da ilha (Anhatomirim). Marcos e Léia, muitíssimo obrigado pela consideração e pelo carinho!

De volta para a pousada, o Wilson nos convidou para um passeio. Ele queria nos mostrar a beleza das praias locais.

Ele nos afirmou que a Praia das Cordas (lá embaixo) é a mais linda do mundo!

O Wilson tinha razão! A praia é, realmente, muito bonita! Mas, não tivemos sorte, porque, quando lá chegamos, já havia escurecido e chovia!

No dia seguinte, domingo, fomos a primeira equipe a chegar ao local da prova! Quem me conhece sabe qual é o meu raciocínio: “antes da hora é a hora, em cima da hora é atraso e depois da hora é contravenção disciplinar”!

Devido à mudança de local da prova (estamos na Baía dos Golfinhos, e não na Ilha de Anhatomirim) os organizadores tiveram que se arranjar sob um barracão de pescadores. Detalhe: estava faltando luz!

E, como se fosse possível, enfeitamos um lugar que, como diz o grande Jorge Benjor, é bonito por natureza!

Também nos ajeitamos sob o já citado barracão e os bonitões da equipe realizaram uma pequena demonstração de fisiculturismo! Gesuismariaejosé!

As outras equipes foram chegando e, rapidamente, ocupamos quase que a praia toda!

Enquanto eu me divertia analisando as esculturas representativas da arte local…

… O Brunão verificava se tinha condições de entrar no mar sem causar dano ao olfato dos golfinhos!

Depois, ele se lembrou que estávamos ali para vencer o campeonato praiano de fisiculturismo! Sógesuissalvaestaalma!

E foi dada a largada!

Ao invés de boias, o percurso de 650 metros (cada nadador dava duas voltas) foi sinalizado com os barcos que se encontravam fundeados na baía. Nadava-se até o “Vô Ari”, contornava-se o “Maneca” e chegava-se à praia (isto era feito duas vezes).

E, lá vem o Professor Bruno Bertotto, nosso número 1, saindo da água e encerrando a sua participação!

O Brunão passou para a Professora Vivian Telles. Ela está entrando na água, vestindo uma roupa cinza com roxo!

E aí está a nossa queridíssima profe passando para a Carina! Quem recebia (Carina) tirava o chip de quem passava (Vivian), e o colocava no seu próprio tornozelo. Isso era feito assim para evitar que o nadador que acabara de nadar, extenuado, tivesse que olhar para o chão e corresse o risco de tontear e, até mesmo, cair na areia.

Observem que, quase sempre, quem passa se apoia nas costas de quem está recebendo. Seja pelo motivo que for, isto faz com que seja extremamente válida a recomendação mencionada anteriormente (quem vai nadar é que manobra). Aqui, a Carina está passando para o Carlos!

O próximo era eu!

Transferindo o chip do Carlos para o meu tornozelo!

Enquanto eu nadava, o praiano de fisiculturismo persistia!

Finalmente, eu cheguei e passei para a Thais – lá vai ela! Nada, Thais! Senão o “monstro careca” te pega!

A Thais passou para a Ana Mottola, que, a esta altura, já tinha vencido o campeonato de fisiculturismo na sua categoria. Aqui, faço um agradecimento especial à Ana. Ela aceitou nadar conosco para preencher a vaga de um nadador que desistiu. Valeu, Ana! Muito obrigado!

A Ana passou para o nosso oitavo nadador: Gui de Lamare!

Achei bonita a entrada do Gui na água! Parecia um avião!

E este aí é o “Nego” Lombardi! Outro fantástico atleta a quem tenho que agradecer por ter topado completar a nossa equipe! Grande Lombardi, muito obrigado pela disposição, pela alegria e por toda a experiência que dividiu conosco em apenas uma manhã de domingo! Tenho certeza que as travessias e provas do porvir fortalecerão a nossa amizade! A propósito: mais um que ganhou o campeonato de fisiculturismo na sua categoria!

E aí está ele comprando a encrenca do Gui!

E, finalmente, o nosso último nadador: Henrique Cramer!

Pra finalizar, acrescento um pequeno vídeo dos momentos finais do revezamento.

Depois que o Henrique chegou, tivemos a honra de subir ao pódio para receber o troféu! E esta é a imagem final que deixo para vocês!

Do fundo do meu coração, agradeço a esta equipe e a estes fantásticos amigos por estarem juntos comigo na realização deste sonho! Professor Bruno Bertotto, Professora Vivan Telles, Carina Carlan, Carlos Cramer, Thais de Souza, Ana Mottola, Professor Guilherme de Lamare, “Nego” Lombardi e Henrique Cramer, muito, muito, muito obrigado! Reparem que estou, no pódio, com a camisa da Raiasul – foi a forma que encontrei de dizer: Professor Wilson Mattos, muito obrigado!

Fico por aqui, aguardando ansioso pela próxima travessia.

Que o bom e soberano Deus continue nos guardando e protegendo das lestadas!

Abraço pra quem for de abraço, e beijo pra quem for de beijo!

Juarez Arigony