100 Metros Rasos – Londres 2017

Meus Usains e Minhas Boltas,

             Ontem, encerrou-se uma era. Findou-se o ciclo de vitórias do maior velocista de todos os tempos nas provas de 100 metros rasos. De uma forma, absolutamente, digna e cavalheiresca, Usain Bolt ficou com a medalha de bronze na prova realizada no Parque Olímpico Rainha Elizabeth em Londres.

             Tive a impressão de que os quase 31 anos de idade da “Lenda” não permitiram que ele mantivesse a mesma potência e velocidade que o consagraram ao longo dos mais de 10 anos de vitórias. Foi a primeira vez em sua carreira que o “Raio” fez força nos 30 metros finais, e isso pôde ser visto em sua expressão facial ao colocar todos os dentes para fora. Mesmo assim, tamanho esforço não foi suficiente para bater os americanos Justin Gatlin e Christian Coleman que ficaram com o ouro e com a prata respectivamente.

             Não vou analisar aqui os tempos obtidos pelos competidores e nem a evolução dos diferentes resultados dos mesmos. Isso me parece de muito pouca importância quando comparado à grandeza da mensagem de honra e dignidade transmitida pelas imagens dos atletas logo após os 10 segundos de duração da prova.

             Usain Bolt, ao tomar conhecimento do resultado final da prova (pelo placar do estádio), foi direto ao encontro de Justin Gatlin para cumprimentá-lo. O jamaicano ignorou completamente as vaias recebidas pelo atleta americano em função de seus antecedentes relacionados ao doping. Para minha surpresa, numa incrível demonstração de humildade, Gatlin, o novo campeão mundial da prova mais nobre do atletismo, ajoelhou-se e reverenciou o ex-paladino.

             A esta cena seguiu-se um sincero abraço entre os atletas. A reportagem da televisão disse, e eu acredito, que Bolt sussurrou a seguinte frase ao ouvido do rival: “Parabéns, você merece! E eu não concordo com as vaias da arquibancada! ”

              Justin Gatlin, devido à punição pelo uso de doping, ficou afastado do esporte por quatro anos. Por isso, o público presente nas cadeiras do estádio londrino, através de vaias, manifestava o seu repúdio ao corredor americano cada vez que seu nome era pronunciado pelo sistema de som. O que será que foi mais difícil para Gatlin: superar os adversários ou a hostilidade da geral?

             Somente o esporte é capaz de nos dar tamanha lição! Que maravilha seria se todas as divergências da humanidade pudessem ser resolvidas nos parques olímpicos, nas piscinas ou pistas de corrida. Já imaginaram se os presidentes dos Estados Unidos e da Coréia do Norte calçassem suas sapatilhas e disputassem uma prova de 100 metros? Melhor ainda seria imaginar que, ao final da disputa, os dois se ajoelhariam ou se abraçariam efusivamente e calariam os ímpetos furiosos daqueles que, muitas vezes sem perceber, fomentam o ódio ou se afastam da paz.    

             Só posso concluir desejando que Justin Gatlin continue superando todas as dificuldades que vierem a surgir em seu caminho, e que siga vencendo provas e batendo recordes de forma limpa. Ao inigualável Usain “Lightning” Bolt, agradeço por tudo o que fez pelo esporte tanto nas pistas quanto fora delas, e desejo que permaneça sendo apenas aquilo que é: um Homem.

            As fotos aqui apresentadas foram retiradas do site itv News.

            Que o maravilhoso Senhor do Universo continue nos proporcionando guerras e combates nas pistas de atletismo ao redor do mundo!

Abraços pra quem for de abraço e beijos pra quem for de beijo!

Juarez Arigony

Corrida, Triathlon e Powerlifting

Renovos e Raízes,

Ontem, em uma manhã de trégua dos rigores invernais, tive a oportunidade de rever amigos e aumentar um pouco o conhecimento a respeito do treinamento de Triathlon e Powerlifting. Para isso, estive presente em dois eventos: o início do treino de sábado da Equipe Daniel Rech (EDR), e o bate-papo sobre Os Extremos do Desempenho realizado no Estúdio Pretto com a presença dos treinadores Lucas Pretto e Ana Paula Viola, e do Professor Dr. Álvaro Reischak de Oliveira da Universidade Federal do Rio Grande do Sul (UFRGS).

O treinamento da EDR na Beira-Rio foi aquela festa costumeira. Fazia algum tempo que eu não aparecia lá, e fiquei muito feliz de perceber que a equipe se renova a cada sazão. E, em meio ao novedio, também é gratificante perceber que as raízes mais vetustas são preservadas e estimuladas com o característico desvelo do Professor Daniel Rech. Confesso que até, coisa que não acontecia há muito tempo, senti vontade de correr! Talvez, num sábado desses eu apareça por lá de bermudas…

Deixo-os, agora, com o pequeno vídeo que gravei lá na Beira-Rio do início do treino da EDR.

Saí do Parque Marinha e fui direto para o Estúdio Pretto assistir à palestra mencionada no primeiro parágrafo. Eu ainda não conhecia o estabelecimento do meu amigo Lucas Pretto, e fiquei impressionado com a beleza e a organização do ambiente. Se você se interessa por treinamento funcional e suas variações e sutilezas, recomendo uma visita ao local para conhecer um dos mais modernos centros de treinamento da nossa capital.

Inicialmente, os treinadores/atletas Lucas e Ana apresentaram rapidamente um resumo das suas planilhas de treino para o Ironman Brasil 2017 em Florianópolis/SC, e o Mundial de Powerlifting na Bielorrússia respectivamente. Em seguida, os treinadores abriram a palavra aos presentes para que questionassem a eles e ao Professor Álvaro.

Dentro dos vários questionamentos e das informações trazidas pelo Professor Dr. Álvaro, chamou-me a atenção a importância atribuída pelo mestre ao “olho do treinador”. Este “equipamento” permite que o profissional seja capaz de identificar para que modalidades e provas o atleta terá maior chance de um bom rendimento e de sucesso. Pôde-se perceber que se trata de um item fundamental na bagagem dos treinadores.

Em outro momento, o próprio Professor Lucas Pretto perguntou a respeito da longevidade dos atletas de alto nível. A título de exemplo, pode-se observar que os cinco melhores tenistas do mundo atual têm idade superior a 30 anos. Vejam a resposta do Professor Dr. Álvaro Reischak de Oliveira.

A minha surpresa ainda aumentou quando o Professor Álvaro mencionou que pesquisas recentes têm apontado para a diminuição do volume e do tempo de treinamento. O que se busca conhecer hoje é o quão mínimo pode ser um treinamento eficiente (fazer certo o treino) e eficaz (fazer o treino certo) – este treinamento, por ser mais curto, provocaria menos lesões e, consequentemente, um aumento da vida útil do atleta.

Extremamente satisfeito com o que presenciei ontem, deixo-os agora com os votos de que continuem treinando e dedicando-se da melhor maneira possível. Quer correndo, quer fazendo triathlon, quer levantando pesos, sejam muito felizes! Que o bom e poderoso criador do universo faça com que “renovemos as nossas forças, subamos com asas como águias, andemos e não nos fadiguemos, corramos e não nos cansemos! ” (Isaías 40: 31).

Abraços para quem for de abraço e beijos para quem for de beijo!

Juarez Arigony

Curso de Corrida de Rua – Aprenda a Construir Planilhas Eficientes e Personalizadas

Queridas Veláz e Queridos Ázquez,

Se você participa de um dos excelentes grupos de corrida da capital dos gaúchos, deve ter percebido que, neste final de semana, o seu treinador não deu o ar da graça no treino. Pois saiba que ele estava fazendo o Curso de Corrida de Rua do Professor Álvaro Velázquez. O evento foi realizado na tradicionalíssima escola de atletismo da SOGIPA sob as bênçãos dos Professores José Haroldo Loureiro Gomes (Arataca) e Leonardo Ribas.

Além dos inúmeros ensinamentos compartilhados pelo Professor Velázquez – mestre oriundo da escola cubana – o encontro, realizado durante todo o sábado e na manhã de domingo, foi uma excepcional oportunidade de confraternização entre os professores das principais assessorias gaúchas e os amantes das provas de rua. Abaixo, Professor Thiago Bicca (Raiasul), Professor Lázaro Velázquez, Professor Quevedo (Raiasul) e eu (Raiasul) no salão Bremen da SOGIPA – local das aulas teóricas.

Conforme foi salientado pelo mestre em sala de aula, o treinamento de corrida de rua bem planejado é uma arte devido às inúmeras variáveis, condicionantes e sentimentos que estão envolvidos neste esporte. Desta forma, eu não teria condições de apresentar aqui tudo o que abordamos e discutimos durante o encontro. Sendo assim, preferi mostrar para vocês alguns destaques da parte prática que foi realizada na pista da SOGIPA – a melhor pista de atletismo do Brasil. Abaixo, alguns dos professores que participaram do curso: Eduardo Remião, Eduardo Marques, Jorge Goebel, Gabriel Peralta, eu, Daniel Rech, amigo do Dani e Davi Grass.

E, sem mais delongas, vamos ao vídeo onde o Professor Lázaro Velázquez apresenta, na prática, vários dos exercícios que foram abordados em sala de aula.

Antes de finalizar o texto, gostaria de convidá-los a participar da Corrida de Aniversário de 150 Anos da SOGIPA. A prova será realizada no próximo dia 20 de agosto (domingo), e será disputada nas distâncias de 3, 5 e 10 Km. Seguindo os moldes olímpicos, a largada e a chegada acontecerão dentro da moderníssima pista atlética da sociedade – excelente oportunidade para conhecer esta beleza da arquitetura esportiva. Vejam as informações no site http://www.sogipa.com.br/web/eventos/corrida-da-sogipa-2017.Ainda, aproveito a oportunidade para convidá-los a participar da Campanha Vai Arthur (https://www.facebook.com/vaiarthur/). A imagem pode conter: 1 pessoa, sapatos e textoAo nascer, Arthur sofreu uma hemorragia cerebral e tem paralisia cerebral quadriplégica espástica, com sequelas motoras que o impossibilitam de fazer movimentos simples como sentar sozinho, levantar-se, andar independentemente e muitas outras tarefas básicas para crianças de sua idade. A campanha tem o objetivo de angariar fundos para a realização da cirurgia corretiva (Rizotomia Dorsal Seletiva). Essa cirurgia é realizada nos Estados Unidos, pelo Dr. T. S. Park (inventor da técnica), porém, apresenta um custo muito alto para a família do Arthur (U$ 60.000,00).

Pedindo ao bom e soberano Deus que continue abençoando e protegendo o Arthur e os corredores de rua, encerro este post.

Abraços para quem for de abraço, e beijos para quem for de beijo.

Juarez Arigony

34ª Maratona Internacional de Porto Alegre – Domingo, 11 de Junho de 2017

Minhas Despas e Meus Citos,

             Para quem não sabe, toda corrida de rua começa muito antes do que se possa imaginar. No caso da Maratona Internacional de Porto Alegre, o início é ainda mais cedo! Vocês acreditam que os professores Scham, Remião, Daniel Rech e Tiago Bicca (ao meu lado) tiraram esta foto antes das quatro horas da manhã?

Mas, quando a gurizada começou a chegar, ainda não tinha amanhecido!

Daqui a pouco chegou a banda “The Four Carrots and A Tomato”!

Além da banda acima, também tivemos a presença da dupla sertaneja romântica “Neusita & Pablito”!

E, para aqueles que creem que a corrida deixa a pessoa feia, deem uma olhada na foto abaixo, e digam-me se isso não é uma baita mentira!

Juntos e misturados a Equipe Daniel Rech e os Amigos da Corrida (de Uruguaiana/ RS) minutos antes da partida!

E por falar em partida, vejam o que era a aglomeração dos atletas antes do tiro – eu contei vinte mil orelhas!

E, naquele frio de cerca de 11°C, foi dada a largada!

E, em meio ao frio e a névoa da partida, consegui avistar a alegria da Tati e a elegância do Coronel!

Fechando os sete primeiros quilômetros, avistei meu amigo Clayton e sua inconfundível passada!

Um pouco depois, no mesmo lugar, passou a vitoriosa Tati!

Vejam o pelotão dos músicos! Entre eles, o meu amigo Júlio Wilasco!

E a estileira da Dalila fechando os 21 Km!

Feliz da vida – e com razão – o grande Clênio!

Abaixo, o Jorjão está devolvendo o carinhoso beijo que enviei (e aproveito para reenviar) para o meu casal preferido: Lúcia & Jorge – estou com saudade de vocês!

Abaixo, a Tati esbanjando estilo e simpatia!

Vejam também a Siomarinha deixando para trás um juiz e três jogadores do Manchester City!

A prova ainda nos trouxe a benfeitora presença da “Mulher Maravilha” – ajudando aqueles que queriam entregar os pontos! (Mas esta “Mulher Maravilha” pediu pra ser feia e veio se batendo nas tunas!).

E, depois de 42,195 Km aí está o grande Clayton chegando! Parabéns, meu amigo!

E, um pouco atrás, o meu amigo Cézar, sendo recebido e apoiado pela Dalila! Parabéns, queridíssimo casal!

Vocês sabem que eu sempre gosto de terminar os posts com uma foto bonita. Por isso, aí está o meu amigo Márcio Faraco com a sua inspiração no colo após cruzar a linha de chegada! Que coisa mais linda esta criança – pediu pra ser bonito e veio deslizando na neve!

Mostro agora um pequeno vídeo com a chegada do vencedor da prova, o monstro queniano de 24 anos, Elijah Chebonei!

Vocês poderão ver mais algumas fotos acessando o meu face!

             Por hora, me despeço pedindo ao bom e soberano Deus que nos ajude a correr cada dia mais forte!

Abraços pra quem for de abraço e beijos pra quem for de beijo!

Juarez Arigony

XII Reveza 10

XII Reveza 10 – 21 de Maio de 2017

Baía dos Golfinhos – Governador Celso Ramos/ SC – Brasil

Meus Finhos e Minhas Finhas,

             A 12ª edição do maior revezamento em águas abertas do mundo foi marcada por alguns acontecimentos inopinados que causaram significativas mudanças na prova. A maior delas foi a própria modificação do local do evento devido ao mau tempo e às péssimas condições do mar. A “lestada”, que começou na quinta-feira e persistiu até sábado, fez com que a travessia fosse adiada de sábado para domingo.

Mas, a nossa aventura começou na sexta-feira, dia 19, à noite. Os atletas que formaram a Equipe Raiasul/ Nadebem se encontraram na frente da escola (Av. Teixeira Mendes, 704) às 23h.

Após quase sete horas de viagem, chegamos à aprazibilíssima pousada “Maré Mansa”, onde a Dona Marly nos esperou com um saboroso café da manhã.

Reparem na beleza do lugar! Os quartos estão imersos no verde das plantas e no colorido das flores!

Abaixo, à sombra do arvoredo, os profes envolvidos na empreitada.

Ainda no período que tiramos para descansar, logo após à chegada, tive a oportunidade de conhecer e fazer amizade com o simpaticíssimo Wilson! Os cachorros, mesmo de raças diferentes, sempre se entendem!

Então fomos almoçar no “Roda Viva” – excelente restaurante de frutos do mar (recomendado pela Dona Marly).

Levantamos da mesa e fomos buscar os kits no Hotel Água de Palmas. Lá, tivemos a felicidade de encontrar o Marcos e a Léia (organizadores do evento – nas pontas da foto). Vocês não vão acreditar, mas eles, num gesto de extrema gentileza, realizaram um simpósio técnico exclusivo para a nossa equipe. O Marcos está descalço porque tinha acabado de chegar da ilha (Anhatomirim). Marcos e Léia, muitíssimo obrigado pela consideração e pelo carinho!

De volta para a pousada, o Wilson nos convidou para um passeio. Ele queria nos mostrar a beleza das praias locais.

Ele nos afirmou que a Praia das Cordas (lá embaixo) é a mais linda do mundo!

O Wilson tinha razão! A praia é, realmente, muito bonita! Mas, não tivemos sorte, porque, quando lá chegamos, já havia escurecido e chovia!

No dia seguinte, domingo, fomos a primeira equipe a chegar ao local da prova! Quem me conhece sabe qual é o meu raciocínio: “antes da hora é a hora, em cima da hora é atraso e depois da hora é contravenção disciplinar”!

Devido à mudança de local da prova (estamos na Baía dos Golfinhos, e não na Ilha de Anhatomirim) os organizadores tiveram que se arranjar sob um barracão de pescadores. Detalhe: estava faltando luz!

E, como se fosse possível, enfeitamos um lugar que, como diz o grande Jorge Benjor, é bonito por natureza!

Também nos ajeitamos sob o já citado barracão e os bonitões da equipe realizaram uma pequena demonstração de fisiculturismo! Gesuismariaejosé!

As outras equipes foram chegando e, rapidamente, ocupamos quase que a praia toda!

Enquanto eu me divertia analisando as esculturas representativas da arte local…

… O Brunão verificava se tinha condições de entrar no mar sem causar dano ao olfato dos golfinhos!

Depois, ele se lembrou que estávamos ali para vencer o campeonato praiano de fisiculturismo! Sógesuissalvaestaalma!

E foi dada a largada!

Ao invés de boias, o percurso de 650 metros (cada nadador dava duas voltas) foi sinalizado com os barcos que se encontravam fundeados na baía. Nadava-se até o “Vô Ari”, contornava-se o “Maneca” e chegava-se à praia (isto era feito duas vezes).

E, lá vem o Professor Bruno Bertotto, nosso número 1, saindo da água e encerrando a sua participação!

O Brunão passou para a Professora Vivian Telles. Ela está entrando na água, vestindo uma roupa cinza com roxo!

E aí está a nossa queridíssima profe passando para a Carina! Quem recebia (Carina) tirava o chip de quem passava (Vivian), e o colocava no seu próprio tornozelo. Isso era feito assim para evitar que o nadador que acabara de nadar, extenuado, tivesse que olhar para o chão e corresse o risco de tontear e, até mesmo, cair na areia.

Observem que, quase sempre, quem passa se apoia nas costas de quem está recebendo. Seja pelo motivo que for, isto faz com que seja extremamente válida a recomendação mencionada anteriormente (quem vai nadar é que manobra). Aqui, a Carina está passando para o Carlos!

O próximo era eu!

Transferindo o chip do Carlos para o meu tornozelo!

Enquanto eu nadava, o praiano de fisiculturismo persistia!

Finalmente, eu cheguei e passei para a Thais – lá vai ela! Nada, Thais! Senão o “monstro careca” te pega!

A Thais passou para a Ana Mottola, que, a esta altura, já tinha vencido o campeonato de fisiculturismo na sua categoria. Aqui, faço um agradecimento especial à Ana. Ela aceitou nadar conosco para preencher a vaga de um nadador que desistiu. Valeu, Ana! Muito obrigado!

A Ana passou para o nosso oitavo nadador: Gui de Lamare!

Achei bonita a entrada do Gui na água! Parecia um avião!

E este aí é o “Nego” Lombardi! Outro fantástico atleta a quem tenho que agradecer por ter topado completar a nossa equipe! Grande Lombardi, muito obrigado pela disposição, pela alegria e por toda a experiência que dividiu conosco em apenas uma manhã de domingo! Tenho certeza que as travessias e provas do porvir fortalecerão a nossa amizade! A propósito: mais um que ganhou o campeonato de fisiculturismo na sua categoria!

E aí está ele comprando a encrenca do Gui!

E, finalmente, o nosso último nadador: Henrique Cramer!

Pra finalizar, acrescento um pequeno vídeo dos momentos finais do revezamento.

Depois que o Henrique chegou, tivemos a honra de subir ao pódio para receber o troféu! E esta é a imagem final que deixo para vocês!

Do fundo do meu coração, agradeço a esta equipe e a estes fantásticos amigos por estarem juntos comigo na realização deste sonho! Professor Bruno Bertotto, Professora Vivan Telles, Carina Carlan, Carlos Cramer, Thais de Souza, Ana Mottola, Professor Guilherme de Lamare, “Nego” Lombardi e Henrique Cramer, muito, muito, muito obrigado! Reparem que estou, no pódio, com a camisa da Raiasul – foi a forma que encontrei de dizer: Professor Wilson Mattos, muito obrigado!

Fico por aqui, aguardando ansioso pela próxima travessia.

Que o bom e soberano Deus continue nos guardando e protegendo das lestadas!

Abraço pra quem for de abraço, e beijo pra quem for de beijo!

Juarez Arigony

AGRADECIMENTO

Meus Bacharéis e Minhas Licenciadas,

             O propósito deste post é, simplesmente, agradecer. Faço isso porque, nos últimos cinco anos, corri uma das maiores provas da minha vida, e considero-me um privilegiado por ter cruzado o pórtico de chegada de uma forma tão especial. Estou me referindo à conclusão do curso de Educação Física na Escola de Educação Física, Fisioterapia e Dança da Universidade Federal do Rio Grande do Sul (ESEFID/ UFRGS). Recebi o diploma no último dia 17 de janeiro em cerimônia realizada em gabinete no auditório do Laboratório de Fisiologia do Exercício (LAPEX) da citada escola.

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Em primeiro lugar, sou privilegiado por crer em um Deus que faz com que todas as coisas cooperem para o bem daqueles que O amam (Romanos 8: 28). Então, agradeço a este Deus.

E, como tudo coopera para o meu bem, sou um privilegiado por ter tido a benção de concluir o meu quarto curso superior – o citado no primeiro parágrafo. Sinto imenso orgulho, mas digo isso, apenas porque, na minha visão, é realmente um privilégio ter oportunidade e vontade de estudar a despeito de todas as dificuldades e da inversão de valores que permeia a sociedade contemporânea.

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Sou privilegiado por ter a família que tenho. Sou privilegiado por ter, principalmente, os pais que tenho – Edu e Nilza. Sem o seu apoio e orientação eu não teria concluído nem o jardim de infância – nem a Escolinha da Dona Teteca! Sou privilegiado por ter 53 anos de “mãe e paitrocínio”!

Sou privilegiado por ter os amigos que tenho. Desculpem-me se esquecer de alguém e, aqui, a ordem deve ser desprezada. Sou privilegiado por ser da Barra 2012/ 1 da ESEFID e por ser atleta da Equipe Daniel Rech. Tenho o privilégio de ter colegas maravilhosos na Raiasul/ Nadebem onde sou chefiado pelo “mito” Wilson Mattos e pelo professor Bruno Bertotto; e por ter tido a oportunidade de estagiar na Raiacenter sob a impecável orientação dos professores Mário Freitas (outro “mito”), Vítor Silva e Léo Mota.

Alguns nomes eu faço questão de, neste momento, mencionar de forma explícita, referindo a eles a minha enorme gratidão (desprezem a ordem). Professores (as) da ESEFID: Adriana Berleze, Adroaldo Cézar Araújo Gaya, Alberto de Oliveira Monteiro, Alex Branco Fraga, Alexandre Velly Nunes, Álvaro Reischak de Oliveira, Andréa Kruger Gonçalves, Anelise Reis Gaya, Carlos Adelar Abaide Balbinotti, Caroline Pieta Dias, Cláudia Silveira Lima, Cláudia Tarrago Candotti, Clézio José Gonçalves dos Santos, Denise Grosso da Fonseca,  Eduardo Lusa Cadore, Elisandro Schultz Wittizorecki, Fabiano Bossle, Flávia Meyer, Flávio Antônio de Souza Castro, Giovani dos Santos Cunha, Janice Zarpellon Mazo, Jefferson Fagundes Loss, João Carlos Oliva, José Cícero Moraes, José Geraldo Soares Damico, Leonardo Alexandre Peyre Tartaruga, Lisete Arnizaut Machado Vargas, Lisiane Torres e Cardoso, Luiz Biazus, Luiz Fernando Martins Kruel, Luiz Fernando Silva Bilibio, Marcelo Francisco da Silva Cardoso, Marco Paulo Stigger, Mário Roberto Generosi Brauner, Martha Ratenieks Roessler, Mauro Myskiw, Míriam Stock Palma, Nádia Cristina Valentini, Rogério da Cunha Voser, Ronei Silveira Pinto, Silvana Vilodre Goellner e Vicente Molina Neto. Agradeço, ainda, aos mestres Daniel Finco e Gustavo Schumacher que substituíram de forma magistral dois dos professores citados anteriormente.

Também quero mencionar a minha incomensurável gratidão a alguns valorosos colegas da querida barra 2012/ 1 e de outras barras que, ao longo dos  cinco anos de percurso, tornaram-se importantes para mim (desprezem a ordem mais uma vez): Éder Sulei Santiago da Silva, Vitória Crivellaro Sanchotene, Leonardo Monteiro, Gabriela Zardo, André Pincetta, Gabriela Kerkhof, Márcia Guterres Weirich, Ricardo de Assis Correia, Bruno Caldeira, Guilherme Farias, Vinícius Fin, Marcos Franken, Jordana Pires, Priscila Limana, Guilherme Caporal, Guilherme Testa, Thales Collar, Luciano Montone, Natália Bender, Gabriel Peralta, Raul Fraga, Mauro Castro, Jacson Severo, Jaci Brum e Aline Porto. Todos os citados aqui souberam desprezar e, também, fazer com que eu desprezasse as inúmeras gerações que nos separam. A todos vocês: muito, muito, muito obrigado!

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Talvez vocês estejam se perguntando sob a forma especial de cruzar o pórtico de chegada a que me referi no primeiro parágrafo. Bem, pessoas que, como eu, valorizam o estudo, provavelmente, também valorizam a láurea acadêmica. E esta foi a minha segunda láurea em menos de um ano, pois primeiro a obtive na Licenciatura e, agora, no Bacharelado.

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Sendo assim, vamos em frente! Apesar de todos os pesares, mais uma vez, o mundo parece se descortinar diante dos meus olhos! Minha intenção é utilizar os conhecimentos adquiridos para tornar o ser humano mais saudável, e divulgar todas as possibilidades de alegria proporcionadas pelo movimento do corpo. Uma das formas de fazer isso, vocês verão no próximo post.

Se você está lendo este post, é porque, de alguma forma, você é importante para mim. Você também é responsável pela realização deste sonho. Sendo assim, muitíssimo obrigado pelo seu apoio e pelo seu carinho.

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Para encerrar, mais uma vez agradeço ao Grandioso Criador e Pai, desejando que ele continue ao nosso lado nos guiando e protegendo.

Abraços para quem for de abraço, e beijos para quem for de beijo!

Juarez Arigony

3ª Aula de Surf – Tramandaí/ RS – 10/ 12/ 2016

Meus Pregos e Minhas Morras,

          Ontem, tivemos a nossa última aula de Surf do semestre que está findando. Digo isto com um misto de tristeza e de alegria. Tristeza porque é o fim de um convívio e de uma experiência sem precedentes na história de vida da maioria dos alunos que cursaram a disciplina (inclusive eu); alegria porque o aprendizado foi muito além daquilo que esperávamos. A metodologia do ensino do Surf, a parceria, e as amizades fortificadas formam um legado que jamais será apagado das nossas mentes.

Mas, deixando de lado essas considerações pseudofilosóficas, vamos ao que interessa.

A aventura começou bem cedo, de forma que pudemos parar no Maquiné (aquele lugar onde todos os habitantes do sul do Brasil merecem tomar um café e comer uma torrada) para um pequeno lanche e uma confraternização em torno do balcão.

1

É bem verdade que nem todos puderam confraternizar, muito provavelmente, em virtude da exaustiva jornada de trabalho do dia anterior.

2

Todos nós, professores, trabalhamos muito, pois, afinal de contas, temos excessivas obrigações e responsabilidades! Somos adultos!

3

E, depois da prazenteira jornada, o buzão despejou a caterva no calçadão de Tramandaí.

6

Tem estes encontros fortuitos que o inesperado nos proporciona. Foi ali no calçadão que eu tive a oportunidade de rever uma antiga paixão de Uruguaiana – a Rita Lee. A partir daqui, os créditos de todas as fotos são da Toinha (Vitória Sanchotene), pois eu fiquei intertido com a minha velha amiga.

5

Na manhã nublada e cinzenta, enquanto eu colocava o papo em dia com a querida Rita, os colegas partiram direto para a beira da praia!

7

Aí em baixo, o Litran está apontando para as dunas e achando graça do meu papo com a Ritinha. Enquanto isso, a Jamile, sob a friorenta supervisão do monitor Nacho, colocava em prática os ensinamentos recebidos na primeira aula (veja posts anteriores).

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E eu vou dizer uma coisa séria pra vocês: a Jamile até que leva jeito, mas ainda vai levar uma cara pra chegar no nível do nosso querido Mogli – o menino lobo (veja posts anteriores).

E por falar no mestre dos monitores, lá foi ele pra dentro d’água analisar as condições de temperatura e pressão do ambiente marinho, evidentemente, pensando na segurança e bem-estar dos seus alunos. Vocês se lembram da garcinha – a Graça – do post anterior? Pois é, lá estava ela observando e cuidando do seu amigo Mogli.

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Ao sair da água, Nacho Bolt percebeu que estava sendo observado, lá das dunas, pela Ritinha e quis “se aparecer” pra ela. Tá pensando que é assim, bobão? A Ritinha não se impressiona com pouca coisa!

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Enquanto isso, instalados confortavelmente na melhor sala de aula do mundo, assistimos à última palestra do Professor Dr. Fabiano Bossle sobre a arte de se dominar as ondas.

O objetivo deste último encontro era, se possível, permitir que conseguíssemos ficar em pé na prancha – última etapa da metodologia ensinada. Para isso, o Professor Bossle explicou a execução do movimento dividindo-o em quatro fases: o surfista 1) ergue o tórax da prancha com o auxílio conjunto dos braços; 2) traz a perna que está sem o leash para a frente, fazendo com que ela se afaste da outra; 3) posiciona o quadril em baixo do tronco; e 4) ergue o tronco e posiciona os braços de forma a se equilibrar sobre a prancha. O professor, ainda, deixou claro que os quatro passos acima não são executados um após o outro – a divisão é, meramente, didática. O movimento dura fração de segundos e tudo é feito de forma simultânea.

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Finalmente, chegou a hora que a criança chora e a mãe não vê!

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A hora de ir pra água e tentar ficar em pé sobre a tábua havaiana!

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Desta vez, louco para me exibir para a Rita, que ficou nas dunas me direcionando balidos incentivadores, entrei junto com os monitores – que honra!

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Como já havia acontecido na primeira aula, os salva-vidas, ao me verem entrar junto com o Nacho, vieram correndo!

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Tomaram meia dúzia de berros na orelha – a Ritinha ficou furiosa – e foram embora! Enquanto isso, eu aguardava a primeira onda.

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Gente, que alegria! Que felicidade! A metodologia funciona! Dá certo!

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Fui tentar pegar outra e, não é brincadeira, os locais já se empudeceram e vieram tentar me rabear! “Sai pra lá, Nacho! ” (Entenderam o “empudeceram”? Fique claro: eu disse “RABEAR”! Olhem no Google!).

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Aí está o goofy Nacho!

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Reparem a felicidade da criança ao sair da água ao término da bateria!

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“Gurizada, vamos dar uma alongada antes da próxima bateria! Todo mundo junto!”Gezuismariaejosé!

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Aí as baterias foram se sucedendo, e muita gente conseguiu atingir o objetivo de ficar em pé! Olha o João aí!

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O Henrique, observado de perto pelo Professor Bossle!

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Então, a mãe chegou e a criança parou de chorar!

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O Jacson também subiu na prancha!

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Olha só que show a Andressa, sorrindo!

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Este aí sabe muito! Vejam a leveza e a catigoria do Franco!

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Directamente de Galicia: el señor Gonzalo Lijó Pérez!

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Toda a natureza se alvoroçou…
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Quando apareceu Gezuis, andando por sobre as águas! Misericórdia!
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Neste momento, o Jaquinho, mordidaço de ciúmes por causa da Ritinha, veio me pedir em casamento!

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Não aceitei, não! Tá pensando que é assim? Ele não quis nem pagar o almoço no Paradouro!

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Depois do rango mole, veio o “acerto de contas” com o Professor Bossle: A PROVA!

A avaliação transcorreu da seguinte maneira: um dos colegas entrava no mar para surfar, e um outro, na areia, relatava ao professor os erros e acertos do surfista em ação de acordo com a metodologia ensinada ao longo do semestre. Aí em baixo, estou eu sendo avaliado…

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… e tentando fazer o impossível: enrolar o homem!

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E, aí em baixo, a Betina tentando fazer o que eu não consegui!

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Mas, no final, todos iremos à praia! Alguns no Caribe, outros em Quintão, mas todos iremos! O importante foi a amizade e o carinho partilhados sob a supervisão e orientação do Professor Bossle. Vejam o que está escrito em sua camisa. Assim é o seu coração: uma imensa casa de portas abertas!

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Como é bom o abraço fraterno dos amigos!

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Quero agradecer a todos os que tornaram possível a realização da disciplina: ao Professor Dr. Fabiano Bossle, a todos os colegas cujos nomes estão aí em baixo, aos monitores (Nacho, Diego, Vinícius e Franco), aos motoristas dos ônibus: Luciano, Rodrigo e Cléber, e a todos os professores da Escola de Educação Física, Fisioterapia e Dança da Universidade Federal do Rio Grande do Sul (ESEFID/ UFRGS) que apoiaram o projeto de inclusão da matéria no currículo. Agradeço, por último, mas em primeiro lugar, a Deus, Senhor do universo, da Terra, dos mares, das ondas e dos swells.

Bem, eu, agora, preciso lhes pedir licença. Ainda não colocamos todas as fofocas em dia, e eu fiquei de me encontrar com a Rita para conversarmos mais! Fui!

Aloha! Abraços e beijos,

Juarez Arigony