Audax Trail Tour 2016 – Edição São José do Hortêncio – 06 de agosto de 2016

Meus Josés e Minhas Hortências,

             Considero uma verdadeira benção divina poder estar com a Equipe Daniel Rech em mais um sábado inesquecível. E isso acontece não só pela alegria e descontração que vocês poderão observar nas fotos que se seguem, mas, especialmente, por tudo de bom que se compartilhou nas poucas horas que passamos juntos: amizade, parceria, companheirismo, bom humor, … E não estou nem um pouco preocupado em definir aqui se todas essas coisas são sinônimas, aliás, não estou preocupado com absolutamente nada. Apenas me sinto um privilegiado por poder ter dividido tudo isso com esses maravilhosos amigos.

             Vejam a nossa chegada à pacata localidade bucólico-rural (Credo! Tô me puxando!). Lá no fundo, ao lado da minha cabeça, vocês podem ver o ginásio onde foi dada a largada da prova. Observem a posição do Pedroca – eu explico: é que São José é a capital nacional do aipim, também conhecido como mandioca, e o nosso atleta já está se preparando para acocar no inhame (só eu mesmo para uma sacada destas!).

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Mas, justiça seja feita, graças à disposição do nosso querido Pedroca foi que recebemos os kits da prova. E, por falar em disposição, vejam as caras da Aline, da Débora e da Greice nesta foto! Bota disposição nisso! Deusulivre!

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Abaixo, observem o aspecto geral da chegada da bagaceirada ao local do evento.

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E aqui, ao fundo, as montanhas que trilhamos ao longo do percurso da prova.

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Vejam, abaixo, o Coronel, à porta da van, merendando um pouco antes da largada – coisa pouca: dois sanduíches “iches”, duas bananas, dois ovinhos cozidos, duas batatas doces e 500 ml de garapa de cana apenas para manter a pressão!

05 Vejam, ainda à porta da van, as flores da equipe reunidas (Ops! Tem um flor também!). Tiago, tu ainda não me conheces, e podes estar pensando: mas que intimidade este cara tem comigo para me chamar de “flor”? E eu respondo: nenhuma! Mas aguenta que é assim mesmo!

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E a porta da van rendeu grandes momentos fotográficos. Aí estão, praticamente, todas as flores reunidas. Mas o que são aqueles óculos de armação branca? Sógesuissalva!

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Reparem no orgulho da menina por estar usando, depois de tanto tempo, a gloriosa camiseta da Equipe Daniel Rech! Mais animado que ela só o fiscal da prova em baixo da barraca azul! Misericórdia!

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Também marcaram presença, as equipes Veloz e Três Figueiras – as duas de barraca armada! Oigalê indiada buena!

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Momentos de ternura 1 – Itatiaia e Francisco.

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Momentos de ternura 2: Chichico e Juju!

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Mais uma vez, quero aproveitar a oportunidade para parabenizar e enaltecer o trabalho fantástico da Equipe Audax Eventos Esportivos organizadora do evento. Edu, Ricardo e Badico são mestres na arte de realizar corridas para quem gosta de corrida – coisa muito difícil de se encontrar no nosso adoentado calendário regional de eventos. Parabéns, Audax!

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E, antes da largada, a tradicional foto de uma das equipes mais antigas de corridas de rua (trilhas, lagoas, desertos, selvas, savanas, caatingas, montanhas, …) da capital dos gaúchos – a Equipe Daniel Rech. Parabéns, Professor Daniel, por, há tanto tempo, conseguir manter esta união e este trabalho digno apenas dos grandes mestres.

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Sem mais delongas, vamos para a largada!

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Vejam o estouro da boiada! Observem a concentração, ou abatimento, do Coronel após a realização do seu breve snack.

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E aí vai a gurizada mato a dentro!

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Peço desculpas aos colegas e leitores do post por não dispor de fotos do percurso propriamente dito. Vai longe o tempo em que dispúnhamos de fotógrafo que realizava este penoso trabalho. Como também corri a prova, não pude entrar na trilha municiado de uma câmera que me permitisse uma melhor cobertura do evento.

Sendo assim, abaixo, mostro a chegada da queridíssima Kátia Miranda – a primeira menina da equipe a completar os sete quilômetros.

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Quem fez o percurso, muito difícil devido às íngremes subidas e descidas cobertas de lama, entende facilmente a felicidade da moça em exibir a sua merecida medalha. Kátia, perdão! Eu podia ter esperado aquele monstro sair dali com aquela banana!

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Um pouquinho depois, chegou a Tati!

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E lá vem o seu Júlio Miranda, procurando, desesperadamente, uma churrasqueira para assar o salchipão da equipe!

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Graças ao bom e eterno Pai, o Júlio conseguiu matar a fome da indiada! Na foto abaixo, vocês podem observar que a churrasqueira já se encontra vazia. O povo matou 10 quilos de cupim, 5 quilos de vazio, 5 quilos de costela minga, 8 quilos de picanha, além dos 450 salchipães propriamente ditos!

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Não posso esquecer de parabenizar os jovens abaixo, Eduardo, Felipe e Namorada do Felipe, pela incrível conquista do pódio em sua primeira participação em trilhas. Como diz o Professor Daniel Rech: “quem é bom já vem do ovo”!

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E também não posso esquecer de falar a verdade para vocês: o ponto alto da festa é a hora em que surgem os prazenteiros doces da Confeitaria Matheus! O que era aquilo? Pequenos quitutes de doce de leite, creme e chocolate que fizeram a alegria daquele bando de esfaimados! Jesuismariaejosé! Conceição, eu acho que não merecia tamanha delicadeza! Sendo assim, brigaduuuuuuuuu!

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Gente, a verdade é que fazia muito tempo que eu não corria uma prova tão difícil – meu corpo está manifestando, nitidamente, sinais de absoluta fadiga. Dessa forma, e por já ser quase meia-noite, peço licença a vocês para procurar os braços de Morfeu (um deus grego que me faz sonhar, ui!).

Do fundo do meu coração, espero que, em breve, tenhamos a oportunidade de repetir eventos como o de hoje. E peço que o bom e maravilhoso Senhor do Universo nos mantenha em perfeitas condições de saúde e paz até (e além da) a chegada deste dia!

Abraços para quem for de abraço, e beijos para quem for de beijo!

Juarez Arigony

A FESTA É SUA, A FESTA É NOSSA, É DE QUEM QUISER…

Meus Atlântidos e Minhas Xangri-lás,

            Estamos naquela época em que começamos a pensar e a fazer planos para o próximo ano. Isso, para os corredores, é importantíssimo, pois é muito grande a oferta de provas e nem todas têm a qualidade que desejamos. E nem é necessário frisar o planejamento que elas demandam. É fundamental que tenhamos bem definidos os nossos objetivos, e que a escolha dos eventos de que participaremos esteja corretamente alinhada com eles.

            Também não podemos nos esquecer de que é chegado o tempo das festas. Eu acredito que sempre temos motivos para comemorar e, mais do que isso, creio que merecemos e devemos brindar e festejar junto àqueles que amamos. Só o fato de termos podido treinar e superar tantos desafios ao longo do ano que passou, já é motivo mais do que suficiente para erguermos nossas taças!

            Eu, particularmente, tenho muita fé nas palavras do Pregador: há tempo para rir e há tempo para saltar de alegria… (Ec 3: 4) E é esse o tempo! Porque também é certo que chegará o tempo de treinar sério, de chorar, de passar dos limites e de guerrear. Sendo assim, eu sugiro que utilizemos esse tempo de paz para nos prepararmos para os futuros combates. Dentro deste espírito, eu gostaria de recomendar-lhes algumas provas que, ao mesmo tempo em que abrigam toda a felicidade da estação do sol, já vão lhes mostrar o que está acontecendo de novo no front.

            No próximo dia 14 de janeiro ocorrerá a primeira prova de 2012 – a Atlântida/ Xangri-Lá Night Running. Antes de qualquer coisa, será uma baita festa! E não é festa o que nós queremos? 

 Será uma grande oportunidade de começarmos o ano brincando e festejando nas areias mais charmosas e badaladas do litoral gaúcho. A largada e a chegada serão ao lado da Plataforma de Pesca de Atlântida com luzes e muita música! Haverá percursos de cinco e de dez quilômetros pela parte dura da areia, o que permite a participação de todos, dos iniciantes aos mais experientes corredores. A noite de lua cheia (confira na folhinha) e o trajeto demarcado por tochas criarão aquele clima de luau esportivo – a beira mar ficará linda!

Após as festas de final de ano é a oportunidade ideal para reiniciar os treinos e retomar o ritmo das provas. Acho interessantíssimo que você leve muitos colegas e amigos porque haverá premiação para a equipe com maior número de participantes. Abaixo: Cleber, Gerson, Antônio Carlos, Adriano e José Nunes (Equipe Sub 4), os campeões de Tramandaí.

 

O evento ocorre com duas garantias fortíssimas: a organização da Audax 4 Eventos Esportivos e o patrocínio da Paquetá Esportes. A empresa organizadora vem se firmando, cada vez mais, em nosso estado, pelas novidades implantadas em suas provas. Dia 29 de janeiro passado eu participei da Tramandaí Night Running, também realizada por eles e que foi um enorme sucesso. Foi lá que, pela primeira vez, recebi uma lanterna de cabeça no kit. E, creiam, foi muito bonito e diferente ver aquela multidão de corredores iluminando a noite escura na beira da praia. 

 

A Paquetá Esportes dispensa qualquer apresentação, pois é a marca mais presente na cabeça e nos pés dos atletas gaúchos. Já conhecida pelo patrocínio dispensado ao futebol, a empresa vem também se voltando para as provas de rua. Esse foi o caso recente das 10 Milhas Noturnas de Gramado e da 7ª Maratona de Revezamento Paquetá Esportes Asics. Estou curioso para ver o kit, pois esse, certamente, será um belo fruto dessa nova parceria. 

 

Inscreva-se em www.audax4.com.br e veja mais informações em http://audax4.blogspot.com/.
Duas semanas depois, dia 28 de janeiro de 2012, uma das provas mais esperada pela imensa comunidade corredora do país – a Travessia Torres Tramandaí, em sua oitava edição.

Parece que ainda há a possibilidade de inscrição para equipes que não correram em 2011.
Para correr na categoria individual (Casca de Abacaxi!) o atleta tem que comprovar resultados obtidos em maratonas e ultramaratonas, além de apresentar atestado médico comprovando sua aptidão para a empreitada. Nessa categoria o buraco é bem mais em baixo! É para aqueles que, previamente, estabeleceram esta prova como um objetivo, tal e qual mencionei no início do texto. 

 

Mas, se você não quiser ficar de fora da festa, corra num quarteto, ou mesmo num octeto. É uma grande oportunidade para confraternizar com, praticamente, todas as equipes de corrida do estado e muitas de outras partes do Brasil. Você também pode fazer o trecho onde está a sua casa na praia e receber os aplausos e os incentivos dos parentes e amigos.
A premiação ocorre a partir das seis horas da tarde, na chegada, em Imbé. E aí é apenas o início da noite… Sabe o que vem pela frente? Festa… Mais festa… Muita festa!

As inscrições podem ser feitas em www.corpa.esp.br ou www.blogcorpa.blogspot.com.
            É óbvio que já estou inscrito nas duas provas que mencionei! Espero encontrá-los lá!
            Lembrem-se do que Salomão nos ensina: “tudo tem o seu tempo determinado e há tempo para todo propósito debaixo do céu.” (Ec 3: 1) Insisto: é tempo de festa, é tempo de correr e é tempo de correr festejando ou de festejar correndo – essa decisão é sua!
            Aqui, tomo a liberdade de copiar o slogan da campanha de final de ano da Rede Globo de Televisão: “A festa é sua, a festa é nossa, é de quem quiser e VIER!”
            Então, VENHA!

Abraços e Beijos,

Juarez Arigony

Observação: meus sinceros agradecimentos aos sites e blogs de onde retirei as fotos deste post: http://fisiorunners.blogspot.com/, http://audax4.blogspot.com/ e www.audax4.com.br.

7ª MARATONA DE REVEZAMENTO PAQUETÁ ESPORTES ASICS – 06 DE NOVEMBRO DE 2011

Meus Paqueteiros e Minhas Paqueteiras,

            Numa bela manhã de domingo, onde a primavera antecipou e anunciou o que virá pela frente, teve lugar a prova título deste post. Antevejo temperaturas cada vez mais elevadas – os que viverem “verão”…

 

            O BarraShoppingSul vem se firmando como um dos melhores locais para partidas e chegadas de provas de rua. Seu parqueamento proporciona um bom local para a montagem das barracas das equipes, além de segurança para os carros dos participantes.

 

Apenas essas duas vantagens sobrepujam quaisquer outras oferecidas pelos locais de praxe ao longo da Avenida Beira-Rio.

            Para ficar ainda melhor, sugiro a colocação de duchas para que os atletas possam se refrescar por ocasião da chegada. Nas provas realizadas sob o forte calor do verão isso seria bastante agradável. Não é possível a instalação dos chuveiros? Já pensaram em caminhões-pipa?

            Constatei alguns pontos negativos. Ouvi o narrador do evento utilizar expressões um pouco preconceituosas, como por exemplo: “tem até japonês que vai correr!” Eu pergunto: qual o problema com relação aos nipônicos? Há excelentes corredores niseis e sanseis! Eu mesmo conheço vários!

            O percurso, em minha opinião, só teve um pequeno defeito: o congestionamento de corredores nos primeiros dois quilômetros e meio.

 

Isso tem que ser resolvido para permitir que a disputa ocorra de forma mais natural. Os atletas mais fortes não podem ser impedidos de abrir as passadas e aumentar suas velocidades pela presença de grande quantidade de gente numa faixa estreita.

 

            Para evitar esse problema, o Coronel e a Lila (Equipe Daniel Rech) abriram o gás e ainda fizeram pose para a foto – vejam o que é a sincronia da dupla: os dois muito felizes e com a passada igualzinha! Eis aí a “Foto do Post”!

 

            Lá na frente, o meu amigo Daniju (Equipe Daniel Rech) deixava os adversários na neblina!

 

            Agora… A Cris deu uma de esperta – foi de táxi até quase o Corpo de Bombeiros! E ainda achou graça!

 

            Cumpre-me ressaltar que os postos de hidratação estavam muitíssimo bem distribuídos com farto provimento de água e de isotônicos. Considero importante porque não é o que acontece na maioria das provas.

            Cito agora a pior falha da organização. Por volta do quilômetro 8,5 encontrei o meu amigo João Maciel. Ele estava se sentindo um pouco mal e, sabendo disso, resolvi acompanhá-lo até o final. Sem condições de correr, terminamos caminhando.

 

Assim que cruzou o pórtico de chegada, o Maciel foi direto ao atendimento médico. Trago esse fato ao conhecimento de vocês porque fiquei pasmo ao saber que na barraca da enfermagem não havia um glicosímetro – considero isso uma verdadeira irresponsabilidade! Todos sabem da grande quantidade de diabéticos que participam das provas, sendo, inclusive, este redator que ora vos escreve um deles. Esse aparelho tem custo insignificante, porém sua falta impede uma avaliação pertinente das condições glicêmicas da pessoa, conseqüentemente, torna impossível um correto tratamento. Isso é seriíssimo e, sinceramente, espero que sejam tomadas providências para que não torne a acontecer.  

            Somando todos os pontos positivos e negativos, considero que o saldo foi satisfatório. Espero que sejam sanadas as dificuldades que mencionei – são muito simples e os corredores merecem.

            Em tempo: perdoem-me pela brincadeira com a Cris. É evidente que ela não foi de táxi coisa nenhuma! Se assim o tivesse feito, não teria sua foto publicada aqui. Ela correu e correu muito! Sou testemunha disso!

Que o bom Deus nos proteja e abençoe nos treinos e provas que vêm pela frente!

Abraço prá quem for de abraço e beijo prá quem for de beijo,

Juarez Arigony

Ironman World Championship 2011


Fiquei impressionado com o Ironman de Kona realizado no último dia 8 de outubro. Como em qualquer triatleta, esta prova causa-me profundo impacto e dela sempre procuro tirar lições e ensinamentos para o dia em que eu for ao Havaí disputá-la. Os dados aqui apresentados são uma tradução livre de um post de Kevin Mackinnon (http://ironman.com/events/ironman/worldchampionship/kona2011/kevin-mackinnon-recaps-an-incredible-day-of-racing-at-the-ford-ironman-world-championship#axzz1b9HgLRw7) e as fotos foram retiradas de diversos sites. Mas apresento também o meu próprio ponto de vista sobre um aspecto que vem sofrendo grandes modificações com o passar dos anos: a especificidade. Antes de tocar nesse assunto, convido-os a conhecer um pouco mais a respeito desta verdadeira prova de fogo.

A PROVA

Todo triatleta sabe que a data mais importante do ano é o dia do IRONMAN WORLD CHAMPIONSHIP. Esta é a prova que fez nosso esporte atingir a maioridade, e também é a competição que define tudo.

Para estar na linha de largada em Kona, você deve ou ter muita sorte e conseguir a vaga através de um sorteio, ou ser muito talentoso, e conquistá-la através de um dos eventos qualificatórios realizados ao redor do mundo.

Dezenas de milhares de triatletas tentam, a cada ano, obter uma dessas cobiçadíssimas posições. Este ano, apenas 1800 conseguiram.

Isso significa que 1800 “sortudos” tiveram a oportunidade de se testar em um dos maiores desafios que o mundo do esporte tem para oferecer: 3,8 km de natação, 180 km de pedal e uma maratona através de um mar bravio e de um terreno desafiador coberto de lavas vulcânicas.

Embora existam milhares de triathlons em todo o mundo, este é o que realmente define o esporte. Tudo começou em uma cerimônia de premiação de uma corrida de revezamento realizada em Honolulu nos idos de 1977. Um grupo de atletas locais discutiu a idéia de uma prova de endurance combinando três grandes eventos que já existiam na ilha. John Collins sugeriu juntá-los e fazê-los em um único dia. Mais tarde, naquela noite, Collins subiu ao palco anunciando que “quem terminasse em primeiro lugar, seria chamado de “IRONMAN”. Desde então, o evento se tornou a “Copa do Mundo” do triathlon. O que o torna tão único é que atletas “médios” competem ao lado dos melhores do planeta.

CRAIG ALEXANDER ENTRA PARA A HISTÓRIA

 

Craig Alexander, no dia 8 de outubro de 2011, tornou-se uma lenda – ele passou a ser um dos quatro homens do mundo que venceram o IRONMAN WORLD CHAMPIONSHIP pelo menos três vezes. Escreveu seu nome em uma lista que inclui Dave Scott, Mark Allen e Peter Reid. “A corrida foi quase perfeita”, disse ele. “É o que você sonha, o que você aspira e o que fica para fazê-lo sair para treinar”.

Alexander passou um ano inteiro pensando nesta prova. Ele teve muita classe ao dizer que foi “espancado” pelos três melhores atletas de 2010, e que isso não foi fácil. “No ano passado doeu muito”, disse ele. “Principalmente porque eu tinha uma boa corrida. Mas, Chris (McCormack), Marino (Vanhoenacker) e Andy (Andreas Raelert) dificultaram as coisas. Então, eu disse aos meus amigos que precisaria treinar mais. Esta prova foi o fruto de todo este trabalho duro”.

Eis o que Alexander fez: juntou-se ao clube dos três vencedores ilustres, estabeleceu um novo recorde para o percurso de Kona (08:03:56) e também se tornou o primeiro homem a vencer tanto o IRONMAN quanto o CAMPEONATO MUNDIAL DE IRONMAN 70.3 no mesmo ano. “Eu imaginei que seria incrível se alguém pudesse ganhar ambos os campeonatos”, disse ele a respeito dessa façanha.

E é justamente sobre este aspecto que quero me deter um pouco mais.

Eu sou do tempo em que o mundo não era tão específico quanto o é hoje. Os professores dominavam todas as disciplinas, os médicos curavam todas as doenças, advogados defendiam quaisquer causas e o Pelé jogava em todas as posições – até mesmo no gol!

Pelo que me lembro, foi, mais ou menos, nos anos 70 que a especificidade começou a entrar em campo de uma forma mais incisiva. Professores tornaram-se mestres em determinadas matérias, muitos médicos especializaram-se na falange quirodáctila articulada do metacarpo, os causídicos defendem teses cada vez mais minuciosas e pormenorizadas, e o Pelé… Coitado… Acho que ficaria de fora da seleção do Mano Menezes!

Lembro-me disso ter-se tornado muito evidente, bastante cedo, na natação. Nadadores especializaram-se em provas curtas, que iam de 100 a 200 metros, outros em médias distâncias, na faixa dos 400 metros e, por fim, os fundistas, especialistas em 1500 metros. Hoje ainda há os maratonistas aquáticos, que nadam em mar aberto, distâncias acima de 5000 metros. Todos esses espetaculares atletas da água esforçam-se para não invadir a praia dos outros e ficam, como dizem alguns, “cada um no seu quadrado”.

Confesso que nada tenho contra a especialização, mas, no entanto, sinto profunda admiração e respeito por atletas que conseguem provar que ela é, às vezes, pouco significativa. E esse, em minha opinião, foi o grande mérito de Craig Alexander tornando-se, este ano, campeão mundial de half e de full iron. Através de um parecer muito pouco técnico eu diria que quem é bom, é bom em qualquer distância, é bom em qualquer tempo e é bom em qualquer terreno. Ou como diria o meu mestre, professor Daniel Rech: “quem é bom já vem do ovo!”

Voltando ao excepcional feito de Alexander, sua vitória foi o resultado de uma incrível melhora no ciclismo – ele andou treze minutos mais rápido do que o melhor tempo que já fizera em Kona!

“Eu estava me sentindo bem – muito confortável na natação e na bike. Então, na corrida, Andy colocou pressão sobre mim. Eu estava correndo a 3’ 34”/ km e estava sendo alcançado. Pensei: estou dentro! Do 6º ao 29º quilômetro, corri fora da minha zona de conforto.

 Vi, no ano passado, que esta corrida é estratégica, mas não queria desistir do tempo que havia trabalhado tanto para conseguir. Tive que assumir o risco, pois queria correr como um atleta que já havia vencido a prova anteriormente. Eu queria ser o homem que controlava as coisas.”

Quem conhece Alexander sabe que ele é humilde e rápido em elogiar os grandes que o precederam no esporte. “Para ser justo com as feras do passado, nosso esporte tem sido muito fortemente apoiado pela tecnologia”, disse ele, referindo-se ao fato de haver quebrado um recorde que se mantinha desde 1996.

Durante a prova, por longo tempo, Alexander teve que suportar fortíssimas cãibras. Elas surgiram nos últimos sete quilômetros da corrida e forçaram-no a uma verdadeira luta. “Sempre há um momento em que as cãibras aparecem”, disse ele. “Eu corri sem as cápsulas de sal. Senti-me bem na passagem pelas special needs e sequer peguei a minha sacola. No 35º quilômetro eu estava sentindo-as nas isquiotibiais e panturrilhas – eu estava iniciando a subida da Colina Mark e Dave e achei que isso me ajudaria. Eu chegaria ao topo e faria alguns alongamentos. Eu tinha uma vantagem de seis minutos e soube que Pete havia andado um pouco. Então eu pensei que daria tudo certo. Se Paula pode andar na Ali’i Drive, então qualquer um pode…”

Alexander, sabendo que estava a um pace recorde, esqueceu-se completamente das cãibras. Na descida da Palani Road ouviu Mike Reilly anunciar: “ele vai quebrar o recorde!” Então, percebeu que poderia fazê-lo e deu um pequeno sprint.

O sprint foi o suficiente para colocar Craig Alexander no livro dos recordes e estabelecê-lo como o homem mais rápido do mundo neste percurso. E esse foi apenas um dos recordes que ele bateu nessa prova. Bom para o nosso esporte é que Craig Alexander está mais uma vez vestindo o manto de campeão do mundo – embaixadores como ele são especiais.

Faço questão de mencionar o fantástico desempenho de Chrissie Wellington.

Apesar dos inúmeros ferimentos sofridos durante um treino de bike

 a menos de duas semanas, a moça levantou seu quarto título (08:55:08).

 

Quem assistiu a prova, diz que era visível em sua expressão toda a dificuldade que estava sentindo. A natação, extremamente prejudicada pela perda de flexibilidade, não foi suficiente para desanimá-la. Pouco a pouco foi galgando posições e, merecidamente, chegou à vitória.

 

O Ironman World Championship 2011 foi uma verdadeira aula sobre as principais virtudes do esporte: determinação, força de vontade e garra. Craig Alexander e Chrissie Wellington são os mestres e espero ter a capacidade de assimilar os seus incontáveis ensinamentos.

Para encerrar, quero deixar aqui os meus parabéns a todos àqueles que se superam diariamente. Parabéns a todos os que treinam em qualquer piscina, em qualquer mar, pedalam com todos os tempos e correm por qualquer terreno. Parabéns aos “triatletas genéricos” que encaram toda e qualquer dificuldade. Afinal, a vida é para quem topa qualquer parada e não para quem pára em qualquer topada! Parabéns à Chrissie Wellington pelo exemplo de gana e de superação. Parabéns a Craig Alexander pelos recordes e por derrubar o mito da especificidade!

Que Deus continue sempre nos abençoando!

Abraços e beijos,

Juarez Arigony

ULTRADESAFIO FARROUPILHA 24h – REVOLUÇÕES POR QUILÔMETRO – 17 e 18 de SETEMBRO de 2011

Meus Ultros e Minhas Ultras,

            Tenho imenso prazer em informar a entrada definitiva de Porto Alegre no cenário brasileiro das ultramaratonas. O evento realizado no Parque Marinha do Brasil nos dias 17 e 18 passados foi o primeiro com mais de 42,195 quilômetros corridos outdoor na capital de todos os gaúchos. A prova foi realizada em um circuito de 3 Km, sendo 1,5 de ida e 1,5 de volta pelo mesmo trajeto – tudo em piso de terra (apenas 50 metros de calçamento) e, praticamente, todo plano.

            A organização da Audax 4 Eventos Esportivos foi quase perfeita. A única falha foi a falta dos chips eletrônicos para aferição de quilometragem e número de voltas dos participantes. Eduardo Marques, Ricardo Rossato, Valter Quadros e Luiz Goebel (equipe Audax 4) tentaram, até o último minuto, a obtenção do artefato, não logrando êxito em suas ações por falta de patrocínio. Contudo, continuo salientando o diferencial estabelecido pela referida empresa quanto à montagem de provas: percursos, terrenos e objetivos que fogem da eterna mesmice das corridas da beira do Guaíba. Como se não bastasse, ainda conseguem atrair atletas de renome internacional como o grande Márcio Villar, eleito o melhor ultramaratonista brasileiro da atualidade, que retornou ao garrão brasileiro apenas uma semana após ter feito o desafio indoor no BarraShoppingSul (veja o post anterior). Veja também o link http://sportv.globo.com/videos/zona-de-impacto/v/marcio-villar-e-eleito-o-melhor-ultramaratonista-do-pais/1633670/ Abaixo, Cleonir José Simonetti e Márcio (de camiseta encarnada), passando por um posto de chimarreação. Márcio faz beicinho e recusa a bebida. É mais fácil este homem correr 600 Km no deserto do que tomar um mate! A propósito, para quem não sabe, posto de chimarreação é a versão gaudéria de posto de hidratação. Oigalê, tchê!

            Outro fator marcante nas provas da Audax, pelo elevado grau de dificuldade, é o restrito número de concorrentes. Isso propicia uma grande possibilidade de confraternização entre os presentes. Conhece-se e faz-se amizade com gente de todas as partes do país e, dentro da arena, fica estabelecida uma saudável camaradagem. A presença de uma banda alemã, de Taquara/ RS, em que os músicos eram amigos do Igor, um dos corredores solo, contribuiu para trazer descontração e alegria ao ambiente.

E, como não poderia faltar, rolou ainda “churrasco e bom chimarrão, fandango, trago e mulher! É disso que o velho gosta! É isso que o velho quer!” (Berenice Azambuja e Gildo Campos). A Equipe Run 4 Life, presente com Márcia Lima e Marco Aurélio Emiliano, gentilmente, cedeu-me a foto abaixo. Posso afirmar que, na realidade, foram 24 horas de festa e diversão! 

            Quero lembrá-los que, no próximo dia primeiro de outubro, a Audax 4 realizará, em São Francisco de Paula/ RS, a 3ª São Chico Eco Running (http://audax4.com.br/), corrida de aventura para a qual já estou inscrito. 

            Voltando à canção da Berenice e à mulherada, tem uma coisa que me intriga muito: como é que o Márcio, feio deste jeito, tem uma equipe de apoio tão bonita, e eu, lindo como Deus me fez, não? Este mundo tá cada vez mais louco!

            Aí está a Equipe de Apoio Viva Vó, representada por sua diretoria. Achei hilária a história da criação deste time. Certa vez, a Flávia (a morena na foto abaixo), foi a São Paulo apoiar um amigo que iria participar de uma ultra. Lá chegando, ainda no aeroporto, o tal “amigo”, por telefone, informou-lhe que não mais iria correr porque sua avó havia falecido. Inicialmente, ela ficou triste, meio chocada, decepcionada… Depois pensou: o “amigo”, na ocasião, tinha 70 anos. Quantos anos teria a vovó do rapaz? Deusulivre! Mas isso é papo para outro post. Estou aguardando uma vaga na agenda das meninas para poder entrevistá-las. Pode ser que quando esse botafoguense medonho for embora sobre um tempinho pro bonitão aqui…

            Perdoem-me por ainda não dispor dos resultados oficiais dos atletas participantes para informar. Essa quilometragem será apresentada, oportunamente, no blog da Audax 4, http://audax4.blogspot.com/ . Sendo assim, apresentarei mais alguns nomes de importância no meio e que nos brindaram com suas presenças.

            Abaixo, Fernando Nogueira, diretor da Ultra Runner Assessoria Esportiva & Eventos. Ele é o organizador da Ultramaratona dos Anjos 235 Km. A prova, já considerada a ultra mais dura do Brasil, acontece no Caminho dos Anjos por estradas de terra encravadas nas montanhas mineiras. Na 1ª edição, entre os 15 que largaram, apenas 4 concluíram. A 2ª edição será nos dias 7, 8, 9 e 10 de junho/ 2012.
            Tenho certeza de que o filho deste incrível José Souza jamais se esquecerá desta corrida. Estas coisas ficam gravadas em nossa memória mais íntima e carregamo-las conosco pelo resto da vida. Zé… Parabéns!

             Grande Tulião! Gerente da PETISKEIRA e responsável pelas excelentes refeições servidas aos ultramaratonistas durante todo o evento. De quebra, ainda nos ofereceu um jantar de gala, no restaurante da Siqueira Campos, na sexta-feira, após a realização do simpósio técnico. Ainda estou com o sabor das cebolas à milanesa na boca! Coisa de louco!

            Dª Sandra Grisi, a baiana, no posto de chimarreação, contribuindo para entupir o amargo! Vocês se lembram da Dª Greice Rodrigues? Foi ela que levou aquele tombo que eu mostrei no post do Mountain Do da Praia do Rosa. Abaixo, plenamente recuperada, participando do “Desafio Farroupilha 6 Horas” e sendo apoiada pelo maridão.

            William Wiltgen e Carla Penha Goulart de Almeida, ambos correndo na categoria individual.

            Este cidadão me contou que o segredo da sua saúde está nas azeitonas. Comeu oito vidros durante a prova! Pode uma coisa dessas?

            Aqui, o Dr. Mário Cangibrina participando da prova em um quarteto da Equipe Daniel Rech – estilo inconfundível!

           Abaixo, o senhor Antônio Martins dos Reis, solo, dando-nos exemplo prá toda a vida e mais um pouco!

            Gente, no domingo de manhã, atrasei-me para a cerimônia de premiação, e saí correndo feito louco prá não perder o babado!

            Ainda cheguei a tempo de conversar com o Rafael Zobaran, ultramaratonista com uma incrível lição de vida: a vitória sobre o câncer através do esporte. Infelizmente, devido a um problema nos ligamentos do joelho direito, foi obrigado a abandonar a prova. Atualmente ele apresenta o “Papo de Esteira”, cujo link está aí ao lado em minha blogroll.

            Também pude ver a Dª Greice no alto do pódio! Ela venceu o “Desafio Farroupilha 6h”!

            Joca e Tulião – vencedores das 24h na categoria dupla masculina.

            Parabéns à Equipe Daniel Rech, representada por Mário Cangibrina, Claiton, Júlio Baldi e Davi Grass, pela belíssima 3ª colocação entre os quartetos.

            Dª Sandra Grisi, a baiana, solita no pódio. Oxe, menina! Ela venceu a individual feminina em sua faixa etária!

            A premiação dos grandes vencedores: Tiago de Melo em primeiro, Márcio Villar em segundo, Neimar Antônio Dornelles em terceiro, Igor Samuel Kunst em quarto e Marialdo Rodrigues em quinto.            Na categoria individual feminino Andréia Henssler em primeiro, seguida por Carla Penha Goulart de Almeida. Márcia Denize Soares de Lima em terceiro, Magda E. Chagas em quarto e Teresinha Alflen Orth em quinto.

            No final da história, o Márcio, já usando a camisa cor-de-rosa da Viva Vó (meigo, né?), queria porque queria ficar com a minha bolsa…

            Mas não deixei de jeito nenhum! Vai-te catar, feioso! Vê se eu tenho filho deste tamanho! A bolsa é minha!

            A propósito, Márcio Villar, com a realização do Ultradesafio Farroupilha 24h, completou mais de 500 Km nos três últimos finais de semana! Foram 100 Km em esteira na Corrida do McDia Feliz no Rio de Janeiro, 202 Km na ergométrica do BarraShoppingSul semana passada e pouco mais de 201 Km neste final de semana no Parque Marinha do Brasil. Tá bom assim ou querem mais? Se quiserem mais, saibam que ainda este ano, seu objetivo, além da Arrowhead nos EUA, é bater o recorde mundial de 832 km, em sete dias de esteira e chegar entre os três primeiros na Jungle Marathon (outubro). E agora chega porque eu canso só de escrever isso.

            Talvez vocês estejam se perguntando por que pus o título de “Revoluções por Quilômetro” neste post. Bem, eu concluí que, diferentemente das provas de grande porte com mais de 3000 inscritos, eventos como o “Ultradesafio” reacendem a verdadeira chama da amizade e da parceria entre os atletas, e inflamam o sublime espírito que deve habitar no esporte e em seus amantes. Durante as 24 horas passadas no Parque Marinha não existiam equipes – todos estavam ao lado de todos. A ajuda mútua, a fraternidade e o companheirismo imperaram do começo ao fim. Mesmo não correndo a prova pude observar e participar disso, e confesso que me orgulhei de fazer parte desse time único e unido em prol do que pode haver de mais elevado entre os homens – a compreensão e o amor! Digam-me: isto é ou não uma revolução?

            Repleto deste sentimento quero deixar aqui o meu louvor ao trabalho desenvolvido por Flávia Azambuja e Sandra Catarina Rolim, a morena e a loura da Viva Vó. O esporte precisa de mais pessoas como elas.

            Mais uma vez aproveito para expor a minha admiração pelo excelente trabalho da Audax 4 – eles proporcionaram tudo o que escrevi aqui. Parabéns!

           Ter a vitória em uma prova dessas no currículo não é para qualquer um. Minhas sinceras congratulações aos dois grandes vencedores. Que, por muito tempo, possam ampliar suas conquistas e realizações, e, ao mesmo tempo, fazer delas uma fonte de união entre os amantes do esporte e, por que não, entre os habitantes do mundo. Despeço-me deixando com todos vocês o carinhoso sorriso da vitória.

            Que Deus continue derramando suas bênçãos sobre nós!

            Abraços prá quem for de abraço, e beijos prá quem for de beijo!

Juarez Arigony

CORRENDO 24h INDOOR NO BARRASHOPPINGSUL – PORTO ALEGRE – 9 e 10 SETEMBRO 2011

Meus Esteiros e Minhas Esteiras,

            Acredito que todos entendam aqueles dias em que, coincidentemente ou não, uma série de coisas boas acontece e tornam a vida mais leve, mais agradável e mais feliz. Neste momento, refiro-me, especificamente, ao final de semana que passou – dois dias na companhia de gente que curte as mesmas coisas que nós e fazendo aquilo que gostamos de fazer. Pena que o tempo passa muito rápido e já acabou…

            Inicialmente, a Equipe Daniel Rech realizou um treino especialíssimo lá no Lami sábado pela manhã. Eu e dois irmãos sertanejos, Beckão e Vicentinho, não corremos os mais de 35 Km de estrada, mas fomos de bicicleta até lá. Isso, para mim, foi um privilégio, pois me senti honrado em presenciar os primeiros 30 Km de pedal do Vicente. Quero incentivá-lo e dizer-lhe que, por mais difícil que tenha sido e por mais dolorido que o bumbum esteja, a evolução ocorre de forma muito rápida dependendo apenas de esforço e dedicação – aí está o Beck que não me deixa mentir sozinho!

            Quanto ao treino do Lami, propriamente dito, sugiro-lhes a leitura diretamente no blog da Equipe Daniel Rech relacionado em minha blogroll aí ao lado.

            À tarde, do mesmo dia, participei de uma prova absolutamente inédita para mim. Interessante, né? Mesmo um senhor de idade, como eu, ainda tem muito o que conhecer… Mas, deixemos de lado as considerações etário-filosóficas e falemos da corrida que é o título deste post.

            É muito interessante a competição em esteiras. Ali, diferentemente das ruas e pistas, os adversários estão ao seu lado e dali não saem. Você até pode conversar com eles! Vence quem fizer a maior quilometragem dentro das 24 horas estipuladas. Monitores, colocados à frente, informam todos os dados possíveis: distância percorrida, tempo, classificação e tudo mais.

            A prova foi dividida em duas categorias: individual e por equipes. Fi-la correndo pela equipe Zoom/ Biofitness e ficamos em quarto lugar entre as oito participantes.

            Entre aqueles que a fizeram individualmente, tive a oportunidade de conhecer e conversar com dois ultramaratonistas excepcionais: Marcos da Silva Batista e Márcio Villar do Amaral.

            Marcos é carioca e atualmente reside em São José dos Campos/ SP, onde trabalha na gerência de controle de ensaios da Vale Soluções em Energia. Para mim, foi extremamente positivo fazer contato com este grande atleta. Pudemos “trocar figurinhas” relacionadas a triathlons e a ultramaratonas, áreas em que ambos temos interesses. Ele pretende fazer o Ironman Brasil 2013 e eu, caso não possa correr, certamente estarei lá para apoiá-lo. Deixo aqui registrados os meus votos de muito sucesso em todos os eventos e provas de que ele venha a participar. Vejam-no abaixo realizando parte dos 135,5 Km que percorreu.

            Márcio Villar é um caso a parte e, por isso, dedicarei algumas linhas a mais para tentar descrevê-lo. Essa tarefa, pela grandeza de sua personalidade, é quase tão difícil quanto correr os 202,4 Km que ele fez nas 24 horas. O que mais me impressionou está muito além das proezas já realizadas ao redor do planeta cortando estradas, trilhas, matas, selvas, desertos, montanhas e neve. Fiquei fascinado pela sua simplicidade, e pelo fato de conversar comigo como se fôssemos velhos amigos. Abaixo, ele aparece à direita, ao lado do vencedor da edição de 2010, Valmir Nunes.

           Villar, de tão humilde, parece não ter noção dos próprios feitos! Só para dar alguns exemplos: foi o primeiro brasileiro a completar os 217 Km da duríssima Arrowhead – prova realizada em Minesota/ EUA, numa temperatura que chega aos 50°C negativos! Ele também é o único atleta do mundo a cruzar a linha de chegada de todas as etapas da Bad 135 World Cup, o principal circuito de ultramaratonas da Terra. Vejam essas e outras informações sobre seus desafios em seu blog indicado em minha blogroll aí ao lado.

            Conversar com Márcio Villar é como assistir a uma palestra motivacional para vencer os desafios do esporte. Quando ele conta que treina à noite, após um dia inteiro de trabalho (é analista de sistemas), rebocando pneus pelas areias da praia da Barra da Tijuca no Rio de Janeiro você entende o significado da expressão força de vontade e da palavra determinação. E é impressionante ficar sabendo que não tem uma empresa ou órgão público que patrocine um atleta deste porte! Nestas horas é que não se tem muito orgulho por viver no país do futebol… Assista à reportagem abaixo e vejam a que estou me referindo.

            Eu estava realmente feliz por participar de uma festa tão bonita!

            Quando terminamos de correr, voltamos à esteira do Márcio para ver como ele estava. Ficamos surpresos quando ele nos mostrou o novo modelo de tênis que trouxe recentemente de Paris – chiquérrimo!

            Soubemos então, que, para aliviar o incômodo causado pelas bolhas, ele mesmo cortou a parte da frente dos tênis. Quando se vê atitudes iguais a essa, entende-se que o impossível não existe.             As “24 Horas Indoor no BarraShoppingSul” tiveram momentos emocionantes. Até os 80 Km houve um duelo sensacional entre Valmir Nunes e Luciano Prado. Infelizmente, Valmir, campeão da edição de 2010, precisou abandonar devido a um problema nos joelhos. Luciano, então, tentou bater o recorde mundial, mas, por pouco, não conseguiu. Faltaram apenas 32,38 Km. Apenas? Sim! Isso não é nada para quem correu 225,5 Km!

            Quero aqui fazer um agradecimento especial à Thais Bisogno pelo apoio durante a prova e pela gentileza de ceder várias fotos. Agradeço também à equipe Zoom/ Biofitness por ter me dado essa grande oportunidade – parceria nota 1000!

           Parabenizo, especialmente, os atletas que fizeram sozinhos as 24 horas! Todos são vencedores!

            Voltando ao grande Márcio Villar. Desejo que ele tenha cada vez mais sucesso na busca de seus objetivos, mas, mais importante do que isso, que possa sempre preservar a alegria e o entusiasmo contagiante em fazer o que se gosta. E, dessa forma, seguir sempre motivando todos que dele se aproximam a continuar lutando. Márcio Villar é a essência do ultramaratonista. E é essa essência que gostaria de ver também nos maratonistas, nos fundistas, meio-fundistas, em corredores de 100 e 200 metros e em todos aqueles que se dedicam a algum esporte. Por que penso assim? Simplesmente, porque esporte é vida. Pode haver vida sem alegria?

            Que Deus continue nos abençoando!

Abraços e beijos,

Juarez Arigony

III Etapa Circuito Gaúcho Máster de Natação – 27 de agosto de 2011

Meus Crawls e Minhas Borboletas,

            Impressiona-me o fato de, às vezes, sentir falta de algumas coisas e não perceber. É, mais ou menos, como estar com fome e não se dar conta de que é preciso almoçar. Eu não sei se vocês já sentiram isso, mas foi exatamente o que aconteceu comigo ontem na piscina da PUC/RS.

            Há algum tempo eu não vestia as cores do Grêmio Náutico União para defendê-lo. E foi, ao encontrar-me com grandes amigos, que entendi a “fome” que estava sentindo. Abaixo, meu ídolo, Zeno Arlei Corrêa e eu.

            Tenho certeza de que o União, cada vez mais pujante no esporte que domina, prescinde da minha contribuição. No entanto, de modo contrário, confesso que eu preciso do clube. Sinto a “fome” de reencontrar e abraçar atletas que de diferentes maneiras tiveram e ainda têm fundamental importância no meu estilo. Abaixo, Professor Lizandro Carvalho, Top Ten da FINA, e eu.

            Sinto “fome” de sair das agruras do dia a dia e partilhar esperanças com gente que tem sonhos parecidos com os meus. Na foto abaixo, da esquerda para a direita, chamo a atenção para: Luis Felipe Carlomagno Carchedi, doutor na arte do golfinho, faz-me cair o queixo sempre que o vejo nadando – monstruosidade e humildade num cara só; Jivago Vieira, nosso patrocinador; eu; Luiz Flores “Kiko” Torelly, outro que a piscina é pouca prá ele; e Frederico “Ico” Burger, excepcional nadador e parceiro prá mais de 1500 metros.

            Tenho “fome” da adrenalina desencadeada pelo saudável ambiente competitivo que se estabelece nas beiras das piscinas. Abaixo, estou na raia 7 para a largada dos 50m peito.

            Entendi que deveria partilhar este sentimento com todos vocês. As fotos que selecionei e que aqui apresento não têm a intenção de excluir ninguém. Não consegui clicar todos os atletas como realmente desejava e, nem mesmo, agrupá-los em uma única foto. Continuarei perseguindo este objetivo numa próxima etapa. Abaixo, Fernando Fantoni, remador olímpico que esteve em Seul (1988), Alberto Kalil, Alexandre Boeira, Toshio Tadano, Ana Karine Salomão, Fernando Dornelles, eu, Antônio Grazzia e Marcos Naconecy.

            Tenho absoluta certeza de que é desnecessário mencionar o resultado da competição, e nem é essa a finalidade deste texto. Mas, apenas para ficar registrado, participo que o GNU venceu, ou melhor, arrasou!

            Contribui com 0,88% desse resultado! E, querem saber? Mesmo com tão pouco, sinto-me extremamente recompensado, pois é um privilégio fazer parte desse time.

            Despeço-me desejando a todos muito sucesso na quarta etapa do circuito (dia 1º de outubro próximo no GNU) e, principalmente, no 30º Campeonato Sul Brasileiro de Natação Máster a ser realizado dias 8 e 9 de outubro no complexo esportivo da UNISUL em Palhoça/ SC.

Parabéns, Campeões!

Que Deus continue nos abençoando e protegendo!

Abraços prá quem for de abraço e beijos prá quem for de beijo,

Juarez Arigony