Sunset Challenge Atlântida Xangri-Lá/ 14ª Travessia Torres Tramandaí

Meus Torres e Minhas Tramandaís

             Neste post vou tratar de sol e sal, e tentar jogar mais algum brilho (se é que é possível) em cima do iluminado verão que estamos atravessando. Digo isso, não apenas me referindo aos maravilhosos dias de estio que temos presenciado, mas, também, ao bafo de dignidade e justiça do qual já podemos sentir o calor. A minha vibração é calcada em nenhum fundamento ideológico, pouco critério político e excessivos elementos técnicos, tal qual fizeram os desembargadores do Tribunal Regional Federal da 4ª Região no julgamento ocorrido no último dia 24. Essa é a forma como funciona o colegiado das provas de corrida da estação: nos temperam com suas especiarias, e nos enchem de esperança de tempos melhores.

Mas, vamos ao que interessa, e comecemos a falar das corridas. A primeira a que vou me referir aconteceu no dia 13 passado: a “Sunset Challenge Atlântida Xangri-Lá”. A prova, muito bem organizada pela equipe da AUDAX Eventos Esportivos, foi uma grande oportunidade de rever os amigos e dividir com eles a paixão pelas provas disputadas na arelha da pralha.

Ainda encontrei este gremista islâmico que me despertou grande curiosidade. Valendo-me do meu profundo conhecimento do idioma árabe, conversamos e tornamo-nos amigos. Então, apresento a vocês o Sheikh Mohamed Wagner Voltz Ahmed (discosta).

E, antes do tiro de largada, em meio a toda a confusão característica desses eventos,

ainda tive a oportunidade de registrar este momento ao lado dos queridos Daniel Rech (The Coach) e Itatiaia Peralta.

Após os 12 Km, cheguei em frente à famosa guarita 87 de Atlântida, e posei para que os fotógrafos pudessem registrar o momento “botando os bofes pra fora!”

Mas a grande prova do verão dos gaúchos, todos sabem, é a famosa Travessia Torres Tramandaí. Este ano, em sua 14ª edição, a empreitada ocorreu anteontem, dia 27, e movimentou todo o litoral norte do Rio Grande do Sul. Esta movimentação vai desde o transporte dos atletas até o acesso a hotéis e restaurantes, passando pelos ambulantes e comerciantes locais de todos os ramos. É por isso que entendo ser necessário um apoio cada vez maior de todas as esferas – pública e privada – para este evento anual.

Tive a felicidade de começar a minha participação no quarteto (Juarez, Judiego, Juliano e Julinho) na praia de Estrela do Mar. Considero uma felicidade porque não precisei levantar de madrugada, como o Judiego, para largar de Torres. Além disso, quando cheguei na guarita 20, já encontrei amigos que tornam tudo muito mais alegre. Perceberam que, para participar desse quarteto, o nome tem que começar por “Ju”. E, a propósito, a minha camisa é igual a de todos os outros corredores da Equipe Daniel Rech (EDR) presentes na foto a seguir.

Abaixo, eu já havia corrido o meu primeiro trecho (Estrela do Mar a Rondinha), e estava me encaminhando para a já citada famosa guarita 87 (Plataforma de Pesca de Atlântida) para a largada para o segundo trecho (até Arpoador). Vejam que dia lindo! Fantástico! Muito sol, uma brisa agradabilíssima e céu de brigadeiro!

Cansamos de esperar os parceiros que nos passariam os chips e fomos descansar as pernas colocando as bundas sobre a plataforma.

E não éramos só nós que estávamos cansados! Outros atletas posicionavam os glúteos de diferentes maneiras buscando, ou descanso,

ou alongamento (mezerecórdea)!

Mais uma vez, tive o privilégio de largar do mesmo ponto que o chefe. Isso foi muito bom para mim pela oportunidade de receber importantes orientações. Aliás, quero agradecer à chefia pela ajuda no primeiro trecho. Eu estava quase entregando os pontos quando ele me alcançou, e me tirou da hipoglicemia com um de seus sachês de glicose. Dani, brigadúúúúúúúúúú!

E, com a chegada do “homem de preto” (Marinão), lá se foi o chefe!

Enquanto eu aguardava, pude constatar, mais uma vez, a quantidade de sheikhs que torcem pelo Grêmio!

Abaixo, o momento da passagem do chip do Judiego para mim! E vamos embora!

O Judiego me passou o chip e, sob o olhar incrédulo do Juliano, continuou correndo até Imbé para receber a medalha!

E, enquanto ele corria, eu já tinha chegado (de carro) no gazebão e confraternizava com a galera!

Abaixo, junto com outros emerdalhados!

A TTT sempre traz grande alegria a todos que, de alguma forma, a completam!

Parabéns, gurias!

E, finalmente, sem muito esforço porque o vento ajudou, o Judiego (ajoelhado aos pés da Maná) chegou!

Meus queridos, provas como as que mostrei aqui, neste post, sempre deixam aquele gosto de “quero mais”! Mas, isso está muito longe de significar tristeza! Pelo contrário, isso é alegria, pois assim como estivemos juntos nestes eventos, também estaremos nos próximos que estão logo ali na frente. E, logo ali na frente, também teremos a oportunidade de ajudar a construir um país melhor profundamente técnico, governado pela política da honestidade e da dignidade, e orientado pela ideologia do amor à pátria.

Que o grande e maravilhoso Deus continue nos ajudando a correr em dias limpos, com brisas suaves que levantem pouca areia nas nossas costas!

Abraços pra quem for de abraço e beijos pra quem for de beijo!

Juarez Arigony

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