18ª Travessia Internacional de Bombinhas – 07 e 08 de outubro de 2017

Meus Cantos e Minhas Grandes,

A tradicional travessia de Bombinhas/ SC foi marcada pelas adversidades climáticas. Nos dois dias de prova, sábado e domingo, o vento e a chuva estiveram fortemente presentes, e fizeram com que as tranquilas águas do Canto Grande se encrespassem, trazendo alguma dificuldade para os nadadores.

Quero começar agradecendo a este “gentleman” ao meu lado na foto abaixo – trata-se do meu amigo Juliano Fontana, que nos recebeu, em sua casa, de uma forma extremamente cortês e carinhosa. Aí, estamos na beira da praia, recebendo o kit para a prova de 3000m que foi realizada no sábado.

Vejam, abaixo, o pórtico de chegada com o logo da Travessias.com, equipe organizadora do evento. Já aproveito para parabenizar o Marcos e a Leia pelo brilhante trabalho e pela condução da festa.

Sempre tem aquele momento em que o nadador coloca as mãos na cintura, mira o horizonte e tira a sunga dos glúteos, porque, como diziam os romanos: “in tempore cagaçus, culuns constringere”! (Quem quiser a tradução peça nos comentários).

Meio de canto (esquerdo da foto abaixo), mostro a barraca da equipe médica, que teve algum trabalho com casos de hipotermia.

E vamos à largada!

O sinal de partida foi dado com os atletas dentro d’água. O alinhamento foi feito entre a boia prateada

e a “coxinha” laranja abaixo. E vamos embora!

Vejam um pequeno vídeo da largada e da chegada dos 3000m. A largada foi postada pela Vera no Whatsapp BOLETIM TRAVESSIAS.COM, e a chegada foi postada no mesmo grupo pelo Daniel Schilichting com a colaboração do Bruno Seeman. Não conheço os “videomakers” nem o narrador.

Para mim, a prova terminou 600m após a largada. Fortes cãibras nas pernas me impediram de prosseguir. Talvez, pudesse ter insistido e nadado um pouco mais, mas tive receio de piorar, e de acabar precisando ser recolhido pelo barco de apoio. Preferi fazer a saída réptil: arrastando-me que nem jacaré!

O bom foi que, quando cheguei ao pórtico, encontrei o meu amigo Vítor Saraiva (organizador do Circuito Viva RS), e já confirmei a minha inscrição na etapa de Itapuã no próximo dia 22. A propósito, o Vítor já havia saído da água com a 7ª colocação no geral. Parabéns, Vitão!

Embora chateado com a minha infeliz participação na prova, tratei de aproveitar um pouco as belezas que Bombinhas oferece. O meu amigo Juliano me levou para conhecer o Mirante do Morro do Macaco. Fiquei surpreso, ao ver, logo na entrada do parque, artefatos bélicos fabricados em 1938 para utilização nas belonaves da 2ª Guerra Mundial.

Reparem no visual lá de cima! Do lado esquerdo, o Canto Grande (onde a prova ainda se desenrolava. Podia-se escutar a voz da Leia pelo sistema de som.); e, do lado direito, a praia de Quatro Ilhas (com ondas).

Exagerando no zoom da câmera, dava pra ver o pórtico e a “coxinha” laranja deitada.

Muito triste pelo já comentado infortúnio, fiquei pensando em coisas nefastas. Pensei em fixar residência em Bombinhas, especificamente na casa do Juliano, e nunca mais sair de lá. Passaria a ter uma vida legal: de manhã, pegando onda; de tarde, lendo jornal!

Quando o Juliano percebeu as minhas intenções, tratou de me animar, e, já no domingo, fez-me vestir o neoprene pra nadar os 1500m. Na foto abaixo, observem duas coisas: 1º) eu estou molhado por causa da chuva (ainda não tinha entrado no mar) que não dava trégua; e, 2º) a minha cara de tristeza. A foto foi feita no Restaurante Badejo, que virou sede da organização do evento.

Realmente, chovia muito e fazia um friozinho chato! Antes da largada, todos, nadadores e público, se aglomeravam sob os gazebos espalhados ao longo da praia.

E lá vou eu pros 1500m!

Desta vez, deu certo! Consegui completar! Quando saí da água, encontrei o meu “staff” fazendo uma reunião dentro do carro de apoio da equipe. Eles não me disseram, mas pude perceber que o assunto era o estudo de formas de se livrar da mala (eu).

Ainda assim, apesar de tanta crueldade, continuo acreditando em Deus e na vida! Como pensar diferente quando se vê o pódio da Travessinha (200m)?

Como pensar diferente quando se vê o pódio da categoria “pulei da arca (de Noé) ”? Parabéns, meu amigo Nego Lombardi (3º)!

Para terminar, quero agradecer ao Marcos e à Leia (Travessias.com) por mais esta prova fantástica. O que houve de ruim foi causado pelas condições atmosféricas adversas. Porém, a organização, como sempre, beirou a perfeição.

Agradeço ao Juliano e a toda a minha equipe de apoio por terem me proporcionado um final de semana proveitoso e inesquecível.

Agradeço a Deus por permitir que, por dois dias consecutivos, eu pudesse ver esta imagem da minha janela.

Abraços para quem for de abraço, e beijos para quem for de beijo!

Juarez Arigony

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