3ª Aula de Surf – Tramandaí/ RS – 10/ 12/ 2016

Meus Pregos e Minhas Morras,

          Ontem, tivemos a nossa última aula de Surf do semestre que está findando. Digo isto com um misto de tristeza e de alegria. Tristeza porque é o fim de um convívio e de uma experiência sem precedentes na história de vida da maioria dos alunos que cursaram a disciplina (inclusive eu); alegria porque o aprendizado foi muito além daquilo que esperávamos. A metodologia do ensino do Surf, a parceria, e as amizades fortificadas formam um legado que jamais será apagado das nossas mentes.

Mas, deixando de lado essas considerações pseudofilosóficas, vamos ao que interessa.

A aventura começou bem cedo, de forma que pudemos parar no Maquiné (aquele lugar onde todos os habitantes do sul do Brasil merecem tomar um café e comer uma torrada) para um pequeno lanche e uma confraternização em torno do balcão.

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É bem verdade que nem todos puderam confraternizar, muito provavelmente, em virtude da exaustiva jornada de trabalho do dia anterior.

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Todos nós, professores, trabalhamos muito, pois, afinal de contas, temos excessivas obrigações e responsabilidades! Somos adultos!

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E, depois da prazenteira jornada, o buzão despejou a caterva no calçadão de Tramandaí.

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Tem estes encontros fortuitos que o inesperado nos proporciona. Foi ali no calçadão que eu tive a oportunidade de rever uma antiga paixão de Uruguaiana – a Rita Lee. A partir daqui, os créditos de todas as fotos são da Toinha (Vitória Sanchotene), pois eu fiquei intertido com a minha velha amiga.

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Na manhã nublada e cinzenta, enquanto eu colocava o papo em dia com a querida Rita, os colegas partiram direto para a beira da praia!

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Aí em baixo, o Litran está apontando para as dunas e achando graça do meu papo com a Ritinha. Enquanto isso, a Jamile, sob a friorenta supervisão do monitor Nacho, colocava em prática os ensinamentos recebidos na primeira aula (veja posts anteriores).

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E eu vou dizer uma coisa séria pra vocês: a Jamile até que leva jeito, mas ainda vai levar uma cara pra chegar no nível do nosso querido Mogli – o menino lobo (veja posts anteriores).

E por falar no mestre dos monitores, lá foi ele pra dentro d’água analisar as condições de temperatura e pressão do ambiente marinho, evidentemente, pensando na segurança e bem-estar dos seus alunos. Vocês se lembram da garcinha – a Graça – do post anterior? Pois é, lá estava ela observando e cuidando do seu amigo Mogli.

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Ao sair da água, Nacho Bolt percebeu que estava sendo observado, lá das dunas, pela Ritinha e quis “se aparecer” pra ela. Tá pensando que é assim, bobão? A Ritinha não se impressiona com pouca coisa!

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Enquanto isso, instalados confortavelmente na melhor sala de aula do mundo, assistimos à última palestra do Professor Dr. Fabiano Bossle sobre a arte de se dominar as ondas.

O objetivo deste último encontro era, se possível, permitir que conseguíssemos ficar em pé na prancha – última etapa da metodologia ensinada. Para isso, o Professor Bossle explicou a execução do movimento dividindo-o em quatro fases: o surfista 1) ergue o tórax da prancha com o auxílio conjunto dos braços; 2) traz a perna que está sem o leash para a frente, fazendo com que ela se afaste da outra; 3) posiciona o quadril em baixo do tronco; e 4) ergue o tronco e posiciona os braços de forma a se equilibrar sobre a prancha. O professor, ainda, deixou claro que os quatro passos acima não são executados um após o outro – a divisão é, meramente, didática. O movimento dura fração de segundos e tudo é feito de forma simultânea.

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Finalmente, chegou a hora que a criança chora e a mãe não vê!

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A hora de ir pra água e tentar ficar em pé sobre a tábua havaiana!

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Desta vez, louco para me exibir para a Rita, que ficou nas dunas me direcionando balidos incentivadores, entrei junto com os monitores – que honra!

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Como já havia acontecido na primeira aula, os salva-vidas, ao me verem entrar junto com o Nacho, vieram correndo!

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Tomaram meia dúzia de berros na orelha – a Ritinha ficou furiosa – e foram embora! Enquanto isso, eu aguardava a primeira onda.

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Gente, que alegria! Que felicidade! A metodologia funciona! Dá certo!

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Fui tentar pegar outra e, não é brincadeira, os locais já se empudeceram e vieram tentar me rabear! “Sai pra lá, Nacho! ” (Entenderam o “empudeceram”? Fique claro: eu disse “RABEAR”! Olhem no Google!).

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Aí está o goofy Nacho!

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Reparem a felicidade da criança ao sair da água ao término da bateria!

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“Gurizada, vamos dar uma alongada antes da próxima bateria! Todo mundo junto!”Gezuismariaejosé!

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Aí as baterias foram se sucedendo, e muita gente conseguiu atingir o objetivo de ficar em pé! Olha o João aí!

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O Henrique, observado de perto pelo Professor Bossle!

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Então, a mãe chegou e a criança parou de chorar!

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O Jacson também subiu na prancha!

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Olha só que show a Andressa, sorrindo!

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Este aí sabe muito! Vejam a leveza e a catigoria do Franco!

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Directamente de Galicia: el señor Gonzalo Lijó Pérez!

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Toda a natureza se alvoroçou…
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Quando apareceu Gezuis, andando por sobre as águas! Misericórdia!
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Neste momento, o Jaquinho, mordidaço de ciúmes por causa da Ritinha, veio me pedir em casamento!

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Não aceitei, não! Tá pensando que é assim? Ele não quis nem pagar o almoço no Paradouro!

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Depois do rango mole, veio o “acerto de contas” com o Professor Bossle: A PROVA!

A avaliação transcorreu da seguinte maneira: um dos colegas entrava no mar para surfar, e um outro, na areia, relatava ao professor os erros e acertos do surfista em ação de acordo com a metodologia ensinada ao longo do semestre. Aí em baixo, estou eu sendo avaliado…

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… e tentando fazer o impossível: enrolar o homem!

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E, aí em baixo, a Betina tentando fazer o que eu não consegui!

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Mas, no final, todos iremos à praia! Alguns no Caribe, outros em Quintão, mas todos iremos! O importante foi a amizade e o carinho partilhados sob a supervisão e orientação do Professor Bossle. Vejam o que está escrito em sua camisa. Assim é o seu coração: uma imensa casa de portas abertas!

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Como é bom o abraço fraterno dos amigos!

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Quero agradecer a todos os que tornaram possível a realização da disciplina: ao Professor Dr. Fabiano Bossle, a todos os colegas cujos nomes estão aí em baixo, aos monitores (Nacho, Diego, Vinícius e Franco), aos motoristas dos ônibus: Luciano, Rodrigo e Cléber, e a todos os professores da Escola de Educação Física, Fisioterapia e Dança da Universidade Federal do Rio Grande do Sul (ESEFID/ UFRGS) que apoiaram o projeto de inclusão da matéria no currículo. Agradeço, por último, mas em primeiro lugar, a Deus, Senhor do universo, da Terra, dos mares, das ondas e dos swells.

Bem, eu, agora, preciso lhes pedir licença. Ainda não colocamos todas as fofocas em dia, e eu fiquei de me encontrar com a Rita para conversarmos mais! Fui!

Aloha! Abraços e beijos,

Juarez Arigony

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