Surf em Tramandaí

Meus Straps e Minhas Cordinhas,

Ontem, 19 de novembro de 2016, em uma das mais belas manhãs de sábado do ano que está terminando, eu e mais vinte e quatro colegas da Escola de Educação Física, Fisioterapia e Dança da Universidade Federal do Rio Grande do Sul (ESEFID/ UFRGS) tivemos a nossa primeira aula da disciplina de Surf.

A instrução foi ministrada pelo Professor Dr. Fabiano Bossle na praia de Tramandaí/ RS próximo a guarita 144 (Área de Surf) conforme vocês podem observar na foto abaixo, em que aparece este aluno com a citada atalaia ao fundo.

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Antes da prática propriamente dita, tivemos uma explanação teórica realizada na churrasqueira da Colônia de Férias da Universidade Federal do Rio Grande do Sul (UFRGS) onde ficamos alojados. Durante este encontro, alguns pontos foram acordados seguindo as orientações do já referido mestre. Em primeiro lugar, foi explicado que a matéria não será conduzida na dimensão competitiva de esporte, e sim como uma prática corporal na natureza.

O Professor Bossle ainda explanou que não seguiríamos a metodologia havaiana de ensino. Esta, adotada pelos professores Felipe Raupp de Torres/ RS e Alexandre Bidart de Capão da Canoa/ RS, ensina os gestos motores na areia, portanto, fora do ambiente onde a prática é realizada. Começamos direto na água através do reconhecimento do ambiente.

Também de forma diferente da utilizada pelos dois citados professores do litoral norte gaúcho, adotaremos a subida na prancha em único movimento sem utilizar o apoio do joelho. A divisão do movimento em fases, segundo o nosso professor, pode fazer com que o aluno adquira vícios que serão muito difíceis de serem sanados.

Três regras básicas foram disseminadas pelo catedrático. Primeiro: para surfar é obrigatório o domínio da natação utilitária – a que garante a sobrevivência no mar, e não a utilizada nas competições. Segundo: para entrar no mar é obrigatório que se saiba sair. E terceiro, mas não menos importante: não surfar sozinho. Como se pode observar, as três regras mencionadas visam à segurança do surfista.

Apenas a título de informação, utilizaremos nas nossas aulas quatro pranchas de softboard de 9 ft com três quilhas – todas de propriedade do Professor Bossle.

Após este rápido encontro introdutório, fomos divididos em quatro grupos de quatro ou cinco colegas. Cada grupo teve uma hora de aula: das 10:50 às 11:50h; das 11:50 às 12:50h; das 12:50 às 13:50h; e, o último, das 13:50 às 14:50h. Durante o período em que não estávamos em aula, ficamos na areia assistindo aos colegas que estavam no mar.

Abaixo, a chegada da bagaceirada na praia.

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Logo em seguida, o Professor Bossle começou a disciplinar a turma. O Henrique achou que a água estava muito fria, e não queria entrar. Nosso Professor resolveu o problema de forma simples e educada: “coloca a roupa e entra! ” E era isso.

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Sintam o nível do aquecimento puxado pelo nosso admirável monitor Nacho (o mais à direita na foto abaixo)! Daqui a pouco mostrarei para vocês o altíssimo nível do nosso decurião.

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Então, o Professor Bossle e o grande Nacho entraram na água para analisar as condições do influxo que, a esta altura, encontrava-se no seu pleno estofo.

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Logo em seguida, deu-se a entrada da primeira turma no mar. Isso causou um frenesi absurdo na beira da praia. Era mulher gritando, homem se escabelando, chupa-cabra balindo…. Lá vão os bonitões!

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Os bombeiros, que treinavam nas imediações, vieram correndo para tentar evitar a tragédia!

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Mais uma vez, o Professor Bossle atuou “delicadamente” e os salva-vidas, do mesmo jeito que vieram, voltaram!

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E, enquanto o Professor tentava amestrar os seus “lobos-marinhos”, na areia, a Isadora demonstrava o mais puro domínio de bola em seu futebol-arte! Os barbados, inclusive o que escreve, estavam impressionados com a habilidade da menina!

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Então, o mestre mostrou para os animaizinhos como se passa parafina na prancha.

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E não é que eles aprenderam! (Pelo menos isso…)

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E aí os buniltifuls foram para a água com as pranchas do profe!

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Nosso dedicado mestre, em sua fé e confiança inabaláveis, continuou com o amestramento!

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Todos tiveram a oportunidade de deitar sobre as pranchas e, auxiliados pelo mestre e pelos monitores, dar algumas remadas.

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Nosso incansável Nacho corria do mar para a areia e da areia para o mar sempre buscando uma forma de ajudar os companheiros. Na foto abaixo vejam a estileira do rapaz!

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E por falar em estileira, deixem-me tecer alguns comentários a respeito da monitoria da disciplina. Faço isto porque sei que muitos colegas da ESEFID, ao lerem este texto e verem estas fotos, sentirão vontade de se candidatar ao cargo de monitor desta doutrina. Pois saibam que os critérios do mestre Bossle são bastante eletivos para a disputa da vaga. Se você não for capaz de fazer o que o Nacho faz no vídeo abaixo, por favor, nem envie o seu currículo – será perda de tempo!

Vejam eu, a Vitória e o Litran Bolt Slater!

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Abaixo, a Jamile se prepara para decolar nos aéreos…

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A Isadora tenta ensinar um pouco da sua arte para o Sérgio…

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E os “Sungas” (só quem tinha sunga bonita – gezuismariaejozé) se reúnem!
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Gente, ainda teremos mais três encontros nas areias de Tramandaí. Mas, independentemente do aprendizado da metodologia do Surf, o importante foi, é e será a alegria e amizade desenvolvidas tendo como pano de fundo e motivo principal, talvez, a mais bela prática junto à natureza desenvolvida pelo homem: o Surf.

Quero deixar aqui os meus sinceros agradecimentos à UFRGS, na figura dos professores da ESEFID, pela modernidade de pensamento e de atitudes ao proporcionar aos seus estudantes a oportunidade de contato com uma prática ainda bastante incipiente nos meios acadêmicos, e marcada por vasta gama de antigos e obscuros preconceitos.

Agradeço ao excepcional mestre Professor Dr. Fabiano Bossle pela iniciativa e persistência em liderar e suportar (inclusive financeiramente) a disciplina de Surf. Prezado Professor, desculpe-me pelas brincadeiras acima, e muitíssimo obrigado pelo carinho nos transmitido de forma sincera e honesta, e pela serenidade transcendental com que conduz o seu trabalho. Em tempo: este agradecimento é válido desde o estágio no ensino médio no Colégio Inácio Montanha.

Nacho, muito obrigado por tudo! Tu és, apenas, 10 (A com estrelinha)!

Agradeço, ainda a todos os colegas – Andressa Roberta Rodrigues Delazeri, Angel Parada Martínez, Betina Franceschini Tocchetto, Carolina de Ávila Rodrigues, Dante Leon Fraga Cabreira, Geórgia Fernandes Balardin, Gonzalo Lijó Pérez, Henrique Salgado de Oliveira, Isadora Vieira Prates, Jacson Severo de Olveira, Jamile Mezzomo Klainovicz, João Paulo Pelizzari Dias, Jordana Pinheiro Pires, Kelvin Kerry Kessler, Pablo Soares Macedo Lopes, Rafael Vicente Litran, Sérgio Ferrarini Santos, Tanise D’Avila Rodrigueiro, Vinícius Franke Krumel e Vitória Crivelaro Sanchotene – pela parceria na empreitada, e, principalmente, por terem tornado o sábado já mencionado ainda mais bonito e colorido.

Por fim e mais importante, agradeço a Deus pela benção deste encontro e do convívio com amigos tão especiais citados acima, e peço a Ele que continue nos abençoando e protegendo em todas as águas e ondas que viermos a surfar.

Abraços pra quem for de abraço, e beijo pra quem for de beijo!

Até a próxima!

Aloha!

Juarez Arigony

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