PAPO DE TREINADOR

Meus Treinados e Minhas Treinadas,

            Ontem à noite, tive o imenso prazer de bater um papo maravilhoso com três dos melhores treinadores de corrida da atual cena gaúcha. Daniel Rech (Equipe Daniel Rech), Eduardo Olsson Remião (Remião Treinamento Físico) e Mauro Paranhos (Clube de Corrida Vitta) conversaram comigo por pouco mais de uma hora dentro das aprazíveis acomodações da Academia Vitta (Rua Comendador Rheingantz, 880, Bela Vista – Porto Alegre/ RS).

            Na pauta, evidentemente, só assuntos relacionados ao amplíssimo mundo das corridas de rua. Aliás, desculpem-me, enganei-me! Além da referida pauta, travou-se também um agradável colóquio baseado na grande amizade dos participantes. Como não poderia deixar de ser, rimos muito! Quem conhece o Professor Daniel Rech sabe que não há como ficar sério em sua presença. Quando ele fez a comparação entre correr uma maratona e namorar uma mulher bonita (em off), fui obrigado a encerrar a entrevista – ninguém mais conseguia manter os dentes dentro da boca!

            Preciso agradecer ao Professor Remião por transmitir um pouco da sua experiência de mais de trinta anos de atletismo. É muito bom poder ouvir um treinador, ex-atleta de elite, que conhece detalhadamente todas as faces do esporte – das pistas às ruas. Esse homem chegou a fazer mais de quatorze treinos por semana em determinadas épocas de treinamento! É necessário dizer mais alguma coisa?

            Encontro-me completamente desprovido de palavras para agradecer toda a gentileza e amabilidade do Professor Mauro, mestre dos Botton Turns e Cut Backs, que nos cedeu o espaço para a realização do evento. O rapaz, além de corredor, é um Free Surfer de primeira grandeza, e aguardo a sua autorização para publicar aqui uma seção de fotos suas no outside indonésio. 

            E, agora, deixemos de conversa fiada e vamos ao que interessa. Com vocês: o papo de treinador. “Pau na máquina!”

            Primeiro vídeo:

O boom das corridas de rua (e não as bundas corridas das ruas – não confunda!);

Professor Mauro Paranhos estimula seu grupo a participar de uma prova a cada dois meses;

Um pouquinho da minha experiência pessoal;

Professor Daniel Rech e as “10 Milhas Noturnas de Gramado”.

O diferencial das “10 Milhas Noturnas de Gramado”: o charme do local da prova e a “Gramadinho”;

Professor Remião e o papel do treinador auxiliando o atleta a escolher provas e objetivos; desgaste psicológico e lesões; treinos triplos;

Professor Daniel Rech: “é preciso aprender a gostar de correr!”

Professor Mauro e a alegria de correr com amigos; “Minha proposta no Clube de Corrida Vitta é o divertimento!”;

“O que fazer para correr uma maratona?”

Professor Daniel e a frase do post (em off): “Para se conquistar uma mulher bonita, antes é necessário namorar com muita mulher feia; para se correr uma maratona, antes precisa-se correr muito 10 km na beira do Guaíba!”

Professor Remião compara a nossa vida esportiva com a construção de uma casa;

Palavras finais, agradecimentos, rasgação de seda e babação geral!

Nobres Parceiros,

            Só me resta, mais uma vez, agradecer aos meus queridíssimos amigos treinadores por esta “colher de chá” única. A sua atenção e o privilégio de poder entrevistá-los fazem com que a minha dívida para com vocês torne-se cada vez mais impossível de pagar.

            Faço votos de continuado sucesso em suas atividades e desejo que se mantenham promovendo a saúde e o bem-estar dos seus alunos. Mais do que isso, que continuem a prover o mundo da felicidade que o esporte proporciona e unindo aqueles que o praticam.

            Por fim, como estímulo a todos os treinadores e a seus discípulos, pode-se resumir de forma bastante genérica tudo o que foi dito aqui – mesmo nas entrelinhas – através da máxima: “A alegria está na luta, na tentativa, no sofrimento envolvido. Não na vitória propriamente dita.” (Mahatma Gandhi)

Abraços e beijos,

Juarez Arigony

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2 respostas em “PAPO DE TREINADOR

  1. Juarez,
    este foi um post muito importante para mim. Sou aspirante a maratonista, desde que corria com tênis de 7O reais da C&A. Eis que ano passado, um dia antes do meu aniversário, comecei a correr com tênis adequado e me apaixonei de vez pelo esporte!
    Em uma manhã dessas na academia, um intrutor que não me conhecia, perguntou porquê eu comecei a correr. Ele foi perguntando se era para emagrecer, para ter uma atividade física, para… bla blá blá e eu disse: “me apaixonei pela endorfina! A corrida é o único esporte que pratiquei que me fez sentir uma felicidade incrível.” A reação do instrutor foi estranha. Algo do tipo: então essa baixinha corre em busca da felicidade?! Exatamente, caro instrutor esquisitinho! – pensei.
    Como disse o professor Daniel, se não me engano, a maratona é o ápice da corrida. Ok, mas e as ultra? Ah, isso é outro patamar. E nem as ulta tem uma numeração definida.
    Maratona é 42.195 metros e ponto final. Eu sonho em correr maratonas, me chamar de maratonista, e buscar essa felicidade até nos meus 9O anos, trotando!
    Há quem tenha aquele tal “Urso do Km 3O” agarrado em si todos os dias da sua vida. E essa pessoa com certeza vai buscar jogar esse urso para bem longe!
    Em muitos maratonistas, o Urso agarra o físico no Km 3O. Em muitas pessoas, há um Urso gigantesco agarrando e esmagando o coração na Maratona da Vida.
    Tenho certeza que não haverá Urso nas minhas maratonas. Eu corro exatamente para amanssar a voracidade desse animal da minha mente.
    Talvez por isso eu extrapole etapas e já esteja correndo 16K em menos de 1 ano. Aliás, já corri uma meia… nas ruas.
    É difícil ter humildade para escutar o treinador (no caso os três) aconselharem a ir devagar, não pular etapas e correr uma maratona somente depois de um tempo e treinamentos específicos. Difícil baixar esta cabecinha e repensar toda minha euforia em matar de vez esse Ursão com corridas cada vez mais longas e rápido!
    Mas se for para matar de vez o Urso… esse bicho grotesco que habita meu coração, que seja com muita preparação, garra e emoção! E só mesmo com muito preparo (anos de treinamento) para dar uma morte triunal a esse animal que sismou em me agarrar…
    Usei a metáfora do Urso para explicar minha vontade maluca de correr em demasia. A minha busca incessante por endorfina!
    O corpo humano é incrível, perfeito! Com uma substância endógena se consegue manter um nível de bom humor tranquilo para viver feliz.
    Escrevi, escrevi… talvez até desabafei. Mas o que eu quero é correr sempre! Com cuidados e treinos adequados, pois eu quero ter 9O anos e ainda poder trotar por 1 horinha para que meus olhos brilhem!
    Grande abraço, Juarez! Continue escrevendo lindamente.
    E continue com suas entrevistas fabulosas! Parabéns, querido!

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